O programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) foi o grande protagonista do Encontro CBIC de Incorporadores e Construtores da Região Nordeste, realizado nesta quinta-feira (5), em Salvador. Organizado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o evento reuniu empresários, dirigentes e autoridades para debater o ambiente econômico de 2026 e os principais desafios da construção civil, com foco em crédito, habitação e industrialização.
Representando o Ministério das Cidades, Carlos Tomé Júnior, secretário nacional de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano, participou da mesa de abertura e reafirmou o compromisso do governo no combate ao déficit habitacional no Brasil.
Superando Metas e Reduzindo o Déficit Habitacional
Durante o painel de abertura, que contou com executivos da CBIC e de associações estaduais como FIEB, SINDUSCON-BA e ADEMI-BA, foram apresentados os avanços e as novas projeções do programa habitacional.
“Hoje o Minha Casa, Minha Vida é uma realidade. Em 2023, nós falávamos que seriam contratadas 2 milhões de unidades habitacionais e, para muitos, isso era um sonho impossível. Nossa meta não foi alcançada ao final de 2026, mas sim em 2025. Recalculamos a rota e chegaremos a 3 milhões de unidades contratadas até o final do ano, fruto de todo o esforço do Ministério das Cidades e da equipe”, destacou o secretário Carlos Tomé Júnior.
Para ilustrar o impacto social e econômico do MCMV, o secretário detalhou os seguintes marcos:
- 1,3 milhão de moradias entregues desde 2023.
- Alcance de 85% do território nacional, com o objetivo de atingir os 100%.
- Foco na dignidade: a entrega não representa apenas números, mas 1,3 milhão de famílias recebendo moradia digna.
O secretário Tomé também representou o ministro das Cidades, Jader Filho, que foi homenageado com uma placa pelos serviços prestados na condução da política habitacional. Com a saída do ministro prevista para o final deste mês, foi ressaltada a importância da parceria com o setor privado para a continuidade do “plano de voo” deixado por sua gestão.
O Impacto do Minha Casa, Minha Vida no Mercado Imobiliário do Nordeste
O papel vital do MCMV para o mercado imobiliário brasileiro foi evidenciado em um estudo da CBIC apresentado no evento. Os números comprovam que o programa é o principal pilar atual do setor da construção.
No último período de 2025, o MCMV foi responsável nacionalmente por:
- 52% de todos os lançamentos de imóveis.
- 49% do total de vendas.
O secretário nacional de Habitação, Augusto Rabelo, participou de um painel específico sobre o tema e celebrou o desempenho da região anfitriã do encontro:
“O Nordeste é uma potência do Minha Casa, Minha Vida. Lá atrás, teve um momento em que as coisas foram um pouco mais difíceis, mas hoje estamos aqui, em Salvador, mostrando que o Nordeste não fica atrás de nenhuma outra região do país, inclusive o Sudeste.”
Dados Regionais em Destaque
Exclusivamente na região Nordeste, o impacto é ainda mais expressivo:
- Foram 14.510 unidades lançadas pelo programa (equivalente a 64% de todos os lançamentos regionais).
- 50% das vendas de imóveis no Nordeste foram oriundas do programa.
Adequações Regionais e Juros Reduzidos
O sucesso do MCMV no Nordeste é resultado de estratégias direcionadas. Segundo Augusto Rabelo, de um total de 291 mil novas unidades contratadas nas linhas subsidiadas em todo o país, mais de 140 mil estão localizadas na região Nordeste.
As medidas que impulsionaram esse salto incluem:
- Adequações técnicas nos empreendimentos para respeitar as diferenças regionais.
- Redução de juros, alcançando o menor patamar histórico para famílias de baixa renda.
- Ampliação do subsídio para o valor de entrada dos imóveis.
Programação e Próximos Passos
O Encontro CBIC de Incorporadores e Construtores segue com sua programação até sexta-feira (6), aprofundando os debates sobre economia, política e habitação.
Os participantes farão uma visita técnica ao CIMATEC, seguida de um debate fundamental sobre a construção industrializada. O evento será encerrado com o painel “Cenário da Habitação no Brasil”, que contará com a participação direta da presidência da Caixa Econômica Federal.




