Odebrecht reitera acordo com equador

A construtora Norberto Odebrecht reiterou ontem que aceitou as condições impostas pelo governo equatoriano e arcará com os custos dos reparos em andamento na Hidrelétrica São Francisco, no Equador.
Também oferecerá uma garantia de US$ 43,8 milhões para o pagamento de multas pela paralisação da usina, caso venha a ser responsabilizada pelos danos.

O acordo, anunciado terça-feira, em Manaus, pelo chanceler brasileiro Celso Amorim, foi confirmado na tarde de ontem pela Odebrecht, líder do consórcio que construiu a São Francisco – do qual também fazem parte as empresas Alstom e Va Tech.

O documento, já assinado pela construtora brasileira e entregue às autoridades do Equador, ainda prevê a extensão, por mais um ano, da garantia contra defeitos das obras civis e garantia de cinco anos para os reparos que estão sendo feitos. Também estabelece a transferência da garantia adicional dos equipamentos à Hidropastaza, contratante da obra.

Equador mantém decisãoNa terça-feira, em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Manaus, o presidente equatoriano, Rafael Correa, ratificou a sua decisão de expulsar a construtora Odebrecht do país, embora tenha admitido que se a empresa reparar os danos causados, haverá a possibilidade de negociação.

"Em princípio, a decisão continua em pé. A Odebrecht está fora do país". Correa ordenou o embargo dos bens e a expulsão da construtora por irregularidades na represa hidrelétrica de São Francisco e impediu a saída de executivos brasileiros do país.

Paralisada desde 6 de junho
Segunda maior hidrelétrica do país, a São Francisco foi inaugurada em junho de 2007. A central está paralisada desde 6 de junho devido a problemas ocorridos na infra-estrutura do projeto (turbinas e túneis), de acordo com a Odebrecht, durante parada de manutenção e inspeção pré-programada. Os reparos na usina, de acordo com a construtora brasileira, vinham sendo feitos pelo consórcio, com prazo de entrega previsto para o dia 4 deste mês.

Simultaneamente, a Odebrecht negociava esse acordo com o governo do Equador. Diante da negativa da Alstom e da Va Tech em assinar o documento, a construtora brasileira se propôs a firmar sozinha, assumindo responsabilidade proporcional a sua participação no consórcio. A proposta não foi aceita pelo Equador. Agora, segundo fontes do mercado, Alstom e Va Tech estariam dispostas a firmar o acordo.

A Odebrecht realiza obras de infra-estrutura em vários países sul-americanos, seguindo a linha política do governo brasileiro que impulsiona a integração física da região.

Fonte: Estadão

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