PAC: obras do Metrofor preocupam o Governo.

Durante o balanço dos dois anos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, mostraram preocupação com o andamento de diversas obras, entre elas está o Metrô de Fortaleza (Metrofor).

Segundo o levantamento do governo federal, 30% das obras estão em estado de atenção, visto que o andamento das obras está abaixo do esperado. Uma das obras que preocupam o governo é o metrô de Fortaleza, alvo de impasse entre os governos federal e do Ceará e o consórcio privado responsável pelo projeto.

As obras do Metrofor terão um custo total de R$ 1,53 bilhão de reais. Deste valor, R$ 602,77 milhões vêm do PAC. A administração do empreendimento acredita que o andamento das obras terá seu ritmo acelerado a partir de março, após os recursos do PAC terem sido finalmente liberados. A previsão é de que a parte física da Linha Sul do Metrofor esteja pronta até o final de 2010, quando serão feitos testes com passageiros.

Soma recorde

Os recursos para o desenvolvimento dos projetos incluídos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal até 2010 serão ampliados em 142,1 bilhões de reais, atingindo 646 bilhões de reais, informou ontem a Casa Civil.

De acordo com documento do ministério, a divisão destes novos recursos será feita da seguinte maneira: a área de infraestrutura social e urbana ficará com 84,2 bilhões de reais, seguida por projetos de logística, que receberão 37,1 bilhões de reais, e o setor energia, que terá 20,2 bilhões de reais. Os recursos para obras que vão além de 2010 foram ampliados em 313 bilhões de reais, passando a 502,2 bilhões de reais.

Desse modo, os recursos totais do PAC, criado há dois anos, chegam a 1,148 trilhão de reais – entre verbas públicas e privadas. A nova versão do PAC abarca, por exemplo, a exploração do petróleo da camada pré-sal e a construção de novas refinarias pela Petrobras. Outro projeto incluído é a licitação do trem de alta velocidade entre São Paulo e Rio de Janeiro, que demandará investimentos de 11 bilhões de dólares.

Com a alteração, o número de ações do PAC monitoradas pelo governo passou de 2.198 para 2.378, não incluindo projetos nos setores de habitação e saneamento básico.

Combate à crise

O governo aposta no PAC e em sua ampliação para combater os efeitos da crise financeira global. ´Mesmo que haja uma desaceleração da economia, o PAC tem capacidade para sustentar ao longo de 2009 um patamar de investimentos maior´, destacou a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, ao fazer um balanço de dois anos do programa e anunciar seu reforço. “Nos importa antecipar as obras para garantir um ritmo mais forte, necessário para enfrentar a crise”, acrescentou.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, que estava presente ao evento, descartou uma recessão na economia brasileira, mas reconheceu que haverá uma desaceleração.

Fonte: Estadão

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *