Panamá pede crédito de US$ 1 bi ao BNDES para obras de infraestrutura

O Governo do Panamá pediu ao Brasil um empréstimo de US$ 1 bilhão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para obras de infraestrutura no setor do transporte e da compra de produtos brasileiros, informaram nesta terça-feira fontes oficiais.

O vice-presidente e chanceler panamenho, Juan Carlos Varela, explicou que o pedido foi feito ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, que se encontra em visita oficial ao Panamá e que hoje se reuniu com o presidente do país, Ricardo Martinelli.

“Pedimos ao ministro (…) que nos administrasse uma linha de crédito de US$ 1 bilhão para tudo o que tem a ver com financiamento de obras de infraestruturas, equipamentos ou temas que sejam parte da agenda do presidente Martinelli, e (Jorge) se mostrou positivo”, disse Varela.

Ele afirmou que a solicitação do crédito envolve o BNDES, que enviará uma “equipe técnica” ao Panamá, em data não especificada, para se reunir com o ministro das Finanças, Alberto Vallarino, e estudar o pedido.

O vice-presidente destacou o bom momento das relações bilaterais, ao ressaltar que a companhia aérea panamenha Copa mantém 36 voos semanais entre os dois países, e que a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) instalará uma sede regional no Panamá.

A visita de Miguel Jorge, que deve voltar ao Brasil amanhã, foi “muito positiva”, destacou Varela. Segundo o ministro, a instalação da sede de Embrapa, com um centro de pesquisa científica no Panamá, permitirá a transferência de tecnologia ao país no setor agrícola.

Miguel Jorge destacou que a missão do BNDES “vai aprovar os projetos importantes e outros projetos de união” que abrangem pontos como a zona franca de Colón, cerca de 80 quilômetros da Cidade do Panamá, ou o projeto da construção de um metrô, com todos os equipamentos necessários.

Fontes brasileiras disseram à Agência Efe que os projetos de investimento conjunto buscam estabelecer vínculos entre a zona franca de Manaus e a de Colón; o investimento no setor de cana-de-açúcar panamenho para conseguir a produção de etanol -não só no país, mas na região- e planos de reforma do transporte.

Martinelli disse que o Panamá tem que “aprender com o Brasil na indústria do etanol”. Ele lembrou que o Governo brasileiro apoia o Panamá a conseguir um Tratado de Livre-Comércio com os Estados Unidos, que se encontra à espera da aprovação do Congresso americano.

Fonte: Estadão

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