Ponte estaiada na Linha 4 do Metrô

Trecho estaiado terá 210 m de comprimento com duas vias de 13,9 m de largura
 

A primeira ponte estaiada para metrô no Rio de Janeiro começa a ganhar forma sobre o canal da Barra da Tijuca, informa o Consórcio Construtor Rio Barra, responsável pelas obras entre a Barra da Tijuca e a Gávea. Atirantada por 52 conjuntos de estais, este é o único trecho onde os trens da Linha 4 do Metrô poderão ser vistos fora do subterrâneo. Mais de 12 mil m³ de concreto serão utilizados no projeto.

 

Com duas vias de 13,9 m de largura, o tabuleiro da ponte (trecho estaiado) terá 210 m de comprimento. A ponte ligará os túneis do Morro do Focinho do Cavalo à Estação Jardim Oceânico. As rampas de acesso foram finalizadas e já estão conectadas à Estação Jardim Oceânico.

 

O elevado – trecho inclinado e em curva que se vê da avenida Armando Lombardi, na Barra – está em execução e se conectará com o tabuleiro da ponte, que começa a ser construída entre os acessos de veículos existentes em direção ao Itanhangá. O trecho elevado e estaiado, entre a rampa de acesso e o túnel já escavado, será de 320 m.

 

Ao todo, mais de 5.500 m de estais serão fixados em dois pilones de 72 m de altura. Em construção, estes já ultrapassaram os 14 m. A metodologia construtiva para esses pilones utiliza a forma autotrepante, um sistema de pistões hidráulicos que eleva toda a estrutura de apoio para galgar a estrutura. Segundo o consórcio construtor, esta é a primeira vez na América Latina em que pilares inclinados de uma ponte estaiada são executados desta maneira. As vantagens são o ganho de tempo na conclusão do trabalho, a segurança para a equipe de serviços em altura e a possibilidade de manter o trânsito de veículos e pedestres sob a construção.

   

Para o avanço da ponte de concreto, o consórcio vai utilizar mantas e telas de proteção para reter os resíduos da obra, preservando as águas do canal.

 

 A ponte terá 26 pares de estais, 18 pares presos à frente dos pilones que sustentam o tabuleiro sobre o canal, e oito pares atrás dos pilones, que trabalham como ancoragem da estrutura. Os estais desta ponte têm entre 19 e 37 cordoalhas, cada um, totalizando mais de 287 km de cordoalhas instaladas. Por se tratar de uma estrutura para metrô em curva e com forte incidência de ventos, os pilones são reforçados verticalmente por meio de cordoalhas protendidas.

 

Neste primeiro trecho do tabuleiro estaiado que começa a ser executado sobre o canal, será possível montar de uma só vez cinco pares de estais. Em seguida, durante os avanços sucessivos no tabuleiro da ponte, os estais começam a ser montados em pares. A cada dois pares à frente dos pilones, um par é montado atrás. (José Carlos Videira)

Fonte: Redação OE

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