Preço do álcool cai nas usinas.

O preço do álcool nas usinas voltou aos mesmos patamares do final do ano passado, quando o litro do produto era repassado às distribuidoras por R$ 0,76 e podia ser encontrado nas bombas por R$ 1,09. Na última semana, pesquisa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, registrou uma queda de 4,35% no preço do combustível. O valor do litro caiu de R$ 0,8208 para R$ 0,785 nas usinas. Só que a maioria dos postos de Ribeirão Preto vendia ontem o produto por R$ 1,399.

Mas existe uma tendência de queda nas bombas. Em alguns postos, já é possível verificar o preço do litro entre R$ 1,28 e R$ 1,31. Segundo o vice-presidente da Associação Brasileira dos Revendedores de Combustíveis (Brascombustíveis), Renê Abbad, a redução nas usinas seria reflexo da crise financeira. “As usinas estão com dificuldade de conseguir crédito para financiar seus estoques. Elas estão buscando liquidez vendendo o álcool por um preço menor. Quanto aos preços nas bombas, eles já estão abaixando mas não devem chegar aos níveis do final do ano passado (R$ 1,09). Naquela época a concorrência estava acirrada e as distribuidoras fizeram promoções”, afirma Abbad.

O diretor regional da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Sérgio Prado, diz que realmente existem empresas do setor buscando liquidez, mas isso não é regra. “Existem aquelas com estoque e dinheiro em caixa, enquanto outras nem estoque têm e, por isso, não precisam financiá-lo. Os preços nas bombas, na minha opinião, não estão acompanhando o equilíbrio da oferta e da demanda”, avalia.

NOVA SAFRA. A pesquisadora Ivelise Rasera Bragato, do Cepea, observa que além da estabilidade dos preços nas usinas e da busca pela liquidez, outro fator que deve ser favorável ao consumidor é o aumento da oferta de álcool devido ao início da próxima safra. De acordo com ela, algumas usinas já começam entrar em operação a partir de março.

A nova safra irá contar com linhas especiais de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Para capital de giro, o BNDES ampliou de 24 para 36 meses o prazo total de pagamento, com até 12 meses de carência e 24 meses de amortização. O limite por empresa foi ampliado de R$ 50 milhões para R$ 200 milhões e as taxas cobradas reduzidas de 16,55% para 14,50% ao ano.

Fonte: Estadão

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