Complexo de 120 mil m² reúne shopping, mercado e torre comercial

No habitado bairro de Tucuruvi, na Zona Norte da capital paulista, nasce megaempreendimento comercial. Trata-se do Trimais Places, que reúne um supermercado, shopping center e uma torre
comercial de 14 andares, perfazendo um total de 120 mil m² de área construída em um terreno de 29.355,80 m².

A obra está sendo conduzida pelo consórcio formado pelas construtoras Passarelli e Método Engenharia. A construção, iniciada em junho de 2018, está com cerca de 40% de avanço e está prevista de se encerrar em março de 2020. O projeto é do escritório de arquitetura de Jayme Lago.

Atualmente, há 550 trabalhadores na obra, mas no pico em novembro esse número deve alcançar 800. O gerente da obra, Luiz Oliveira, e o coordenador da obra, Cayo Júlio, ambos da Passarelli, contam que no local existia um antigo mercado que foi demolido para dar lugar ao novo empreendimento.

Entre a demolição e a terraplenagem levou-se cinco meses.

Grande parte do resíduo da demolição do antigo supermercado foi utilizada na própria obra. O material foi britado com a utilização de escavadeiras hidráulicas acopladas com rompedores
hidráulicos e utilizado como reforço do subleito do piso, para suportar a movimentação de carretas e equipamentos no canteiro. A fundação foi basicamente feita de sapatas com 4,5 m x 4,5 m. No
total, 241 sapatas foram executadas.

Luiz Oliveira
Caio Júlio

Em 15 de outubro do ano passado foi erguido o primeiro pilar da estrutura – e a terraplanagem já tinha alcançado 70%. A estrutura do mercado e do shopping é toda em pré-moldado. Há
dois subsolos sob o supermercado onde está sendo instalada a câmara frigorífica de 13,7 mil m².

O piso da câmara frigorífica tem camadas de colchão drenante, impermeabilizante e laje – sendo executados nesta ordem. Os painéis da câmara são de PUR (poliuretano), densidade de 38 a 40 kg/
m³, revestidos de aço zincado e modulados. O resto da área de depósito é um piso industrial com capacidade para suportar 6 t/m².

O shopping, erguido acima do supermercado, ocupa mais dois andares. Na mesma estrutura, acima do shopping, existe ainda mais cinco andares de estacionamento com 1.900 vagas. No topo,
será construído um boulevard a céu aberto, com áreas de lazer.

Em toda essa estrutura estão sendo empregadas 13.500 peças pré-moldadas, incluindo lajes (2.774) e pilares (9.603). São no total 9.603 unidades de lajes pré-moldadas, perfazendo uma
área de 101.726,62 m².

Elas são transportadas de carreta com batedor da fábrica da em Atibaia (SP), a cerca de 70 km de São Paulo.

Três guindastes posicionam as peças pré-fabricadas na estrutura – cerca de 90% já foram montadas. As instalações eletromecânicas, de ar e sistema de combate a incêndio já estão em execução.

A torre de 14 andares, anexa à estrutura do mercado e do shopping, é moldada in loco e faltavam ainda dois pisos no topo.

Uma grua de 84 m dá suporte aos trabalhos na torre.

Soluções

As caixas de elevadores do shopping estão sendo construídas em pré-moldado. As peças chegam no canteiro em placas no formato em “H” e depois de posicionadas, são fechadas com alvenaria.
Segundo a Passarelli, não seria possível transportar as placas inteiras e na medida exata para construção das caixas de elevador, pois além de muito pesadas, não seria possível transportá-las por carretas.

A solução em moldá-las em formato “H” e tamanhos menores, para depois montar as quatro faces da caixa, preenchendo posteriormente os espaços com alvenaria, deu velocidade à obra.

O shopping ergueu as lojas com divisórias drywall e as lojas âncoras e a área de alimentação com divisórias em alvenaria. Na fachada, serão usados vários elementos, como porcelanato, vidro,
brise e jardim vertical.

A etapa atual da obra agora se concentra nas instalações elétricas, hidráulicas e automação; colocar piso em granito em 20 mil m² de área e instalar 26 elevadores.

O consórcio construtor informa que adotou a tecnologia BIM (Building Information Modeling) que reúne as informações e os detalhes do projeto e cria um modelo 3D da obra. A tecnologia permitiu antecipar problemas e oferecer suporte ao projeto ao longo de suas fases e otimizar a análise e o controle da construção.

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