Sinduscon: Construção civil debaterá ações para manter o emprego no setor

O presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe; o vice-presidente de Relações Capital-Trabalho, Haruo Ishikawa, e membros da Diretoria do sindicato deverão se reunir com as lideranças dos trabalhadores na próxima terça-feira, 20 de janeiro, na sede da entidade, para analisar a possibilidade de adoção de ações conjuntas em favor da manutenção do emprego na construção civil.

Deverão participar do encontro os presidentes do Sintracon (sindicato dos trabalhadores da Capital), Antonio Ramalho; da Feticom (federação dos trabalhadores do Estado), Emilio Alves Ferreira Jr., e da Conticom (confederação dos sindicatos ligados à CUT), Valdemar Pires de Oliveira.

Na Fiesp – A iniciativa de organizar a reunião foi tomada pelo SindusCon-SP após o encontro realizado entre os presidentes da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho; da Fecesp, Abram Sjazman; da CNA, Fábio Meirelles, e da Fiesp, Paulo Skaf, na sede desta última entidade, em 13 de janeiro, e que contou com a participação de Watanabe, Haruo e Ramalho.

Na ocasião, ficou acertado que os acordos entre empresas e trabalhadores em função da crise serão feitos dentro da CLT, e que o Senai e o Sesc vão qualificar trabalhadores colocados em regime de lay off (suspensão temporária do contrato de trabalho por até seis meses, com manutenção do vínculo empregatício, condicionado à qualificação do trabalhador no período).

Os representantes dos trabalhadores e dos empresários concordaram em atuar no governo em favor da redução dos juros e da dilatação do prazo de recolhimento de tributos.

Posições diferentes – Em 14 de janeiro, o Conselho Superior Estratégico da Fiesp aprovou proposta de redução da jornada e de salários em até 25%, sem garantia de manutenção do emprego.

Já a Força Sindical apresentou formalmente suas propostas: concessão de licença e férias remuneradas, com o salário sendo pago normalmente; criação de um banco de horas ilimitado para a compensação das horas não trabalhadas, não podendo a reposição exceder 12 horas semanais; suspensão do contrato de trabalho, mas com garantia de emprego pelo dobro do período da interrupção e complementação, pelo empregador, da diferença entre o valor do seguro-desemprego e o salário do trabalhador; e, em último caso, redução de até 25% da jornada de trabalho, com redução de, no máximo, 15% do salário. Se a redução da jornada for de 20%, o salário seria baixado em 12%.

A CUT, que não participou do encontro da Fiesp, opõe-se à redução da jornada e salários. E propõe medidas alternativas, como redução de ICMS e ISS e desoneração temporária da folha de pagamentos.

Uma próxima reunião chegou marcada no dia 22, na Fiesp, para a qual seriam convidados representantes da Justiça do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho, onde se buscará um consenso.

Negociação suspensa – Contudo, a pedido da Força Sindical, as negociações com a Fiesp foram suspensas. CUT, Fiesp e demais centrais sindicais decidiram unificar suas propostas da seguinte forma:
· garantia de manutenção de emprego para todas as empresas beneficiadas com recursos públicos;
· eliminação de horas extras e bancos de horas;
· redução da taxa básica de juros em pelo menos dois pontos percentuais;
· ampliação das parcelas do seguro desemprego (hoje são cinco);
· paralisações nas empresas que anunciarem demissões;
· manifestações no dia 21 em favor da redução da taxa básica de juros;
No dia 19, as centrais sindicais terão reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília.

Fonte: Estadão

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