Sistema Adutor do Pajeú recebe R$ 245 milhões para ampliar abastecimento de água no Nordeste

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Segunda etapa do empreendimento possui 193,4 km de extensão, sete estações de bombeamento e sete reservatórios para ampliar a segurança hídrica na região do Pajeú.

A segunda etapa do Sistema Adutor do Pajeú, em Pernambuco, recebeu R$ 245 milhões em investimentos federais para ampliar o abastecimento de água no semiárido nordestino. A infraestrutura possui 193,4 km de extensão, sete estações de bombeamento e sete reservatórios.

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A etapa foi inaugurada em São José do Egito (PE) pelo então presidente Jair Bolsonaro e pelo então ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho.

Os recursos para o empreendimento foram aplicados por meio do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs). Entre 2019 e 2020, os repasses destinados ao projeto somaram R$ 12,7 milhões.

Adutora do Pajeú amplia infraestrutura hídrica no semiárido

O Sistema Adutor do Pajeú foi concebido para ampliar a oferta de água em municípios historicamente afetados pela escassez hídrica.

A primeira etapa do empreendimento estava em operação desde 2014 e, segundo os dados divulgados naquele período pelo Governo Federal, já atendia aproximadamente 200 mil moradores.

A segunda etapa acrescentou quase 200 km de infraestrutura ao sistema.

Além das tubulações responsáveis pelo transporte da água, o projeto conta com sete estações de bombeamento, necessárias para vencer os desníveis existentes ao longo do percurso, e sete reservatórios apoiados.

A combinação dessas estruturas permite transportar e distribuir água por diferentes localidades da região.

Estações de bombeamento são fundamentais para levar água pelo sistema

Em sistemas adutores de grande extensão, a água nem sempre consegue percorrer todo o trajeto apenas pela ação da gravidade.

As estações de bombeamento cumprem justamente a função de elevar e impulsionar a água em determinados pontos, permitindo superar as diferenças de altitude encontradas no percurso.

No Sistema Adutor do Pajeú, essa infraestrutura é particularmente importante diante das características geográficas do território atendido.

Os reservatórios, por sua vez, integram o sistema de armazenamento e distribuição, contribuindo para regularizar a oferta de água às localidades beneficiadas.

Investimento busca aumentar segurança hídrica no Pajeú

Durante a inauguração, Rogério Marinho destacou o papel da infraestrutura para aumentar a segurança do abastecimento da população.

“A partir de agora, a segurança hídrica está estabelecida e não vai faltar água nas torneiras dos municípios desta região”, afirmou o então ministro.

A declaração refletia a expectativa do Governo Federal para a infraestrutura no momento da entrega. A continuidade do abastecimento, no entanto, depende também da disponibilidade hídrica, da operação e da manutenção do sistema ao longo de sua vida útil.

O investimento no Pajeú integra um conjunto de grandes obras destinadas a ampliar a infraestrutura hídrica do semiárido brasileiro.

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Infraestrutura hídrica exige operação contínua após as obras

A implantação de quase 200 km de adutora representa apenas uma das etapas necessárias para garantir o funcionamento de um sistema dessa dimensão.

Depois da construção, estruturas como estações de bombeamento, reservatórios, tubulações e equipamentos eletromecânicos precisam passar por operação, inspeção e manutenção contínuas.

Essa etapa é essencial para preservar a capacidade operacional dos ativos e garantir que a água transportada pela infraestrutura consiga chegar às redes responsáveis pelo abastecimento da população.

Com investimento federal de R$ 245 milhões, a segunda etapa do Sistema Adutor do Pajeú ampliou uma infraestrutura estratégica para uma região marcada historicamente pela irregularidade das chuvas e pela necessidade de soluções de engenharia capazes de transportar água por grandes distâncias.

Fonte histórica: Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR).


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