Usinas hidrelétricas do Peru poderão interagir com o sistema energético brasileiro

A empresa brasileira PSR Consultoria conclui em alguns meses estudos para a construção de seis usinas hidrelétricas no Peru. As usinas poderão ser interligadas ao sistema energético brasileiro, mas mantendo a soberania dos países. O projeto envolve as usinas hidrelétricas de Inambari (2.000 MW), Sumabeni (1.074 MW), Paquitzapango (2.000 MW), Urubamba (940 MW), Vizcatán (750 MW) e Cuquipampa (800 MW).”

A PSR Consultoria, atuando no setor de energia em vários países desde 1987, foi contratada por um consórcio integrado pela Eletrobrás para estudar os aspectos regulatórios, incluindo os modelos comercial e operacional, para a implantação das usinas hidrelétricas no Peru que poderão suprir a necessidade consumo local e ainda exportar o excedente para o Brasil.

O diretor da PSR, Jorge Trinkenreich, disse hoje (31) à Agência Brasil que o estudo em curso avalia qual é a tendência de expansão das hidrelétricas, como elas vão se conectar ao sistema peruano de energia e como será feita a interação com o sistema brasileiro. “É um estudo estratégico de pré-viabilidade, que demandará uma segunda fase de análises”.

Ele estima que o estudo ficará pronto nos próximos meses. A perspectiva é de que as usinas entrem em operação por volta de 2015. “Nós temos que estudar a viabilidade econômica das usinas e tentar criar um modelo de negócio não só comercial, mas até político, porque não são usinas binacionais”, afirmou Trinkenreich. O modelo deve compatibilizar os sistemas de energia peruano e brasileiro.

As usinas vão representar um reforço no abastecimento energético do Peru. Levantamento efetuado em novembro do ano passado pelo governo peruano indicava a necessidade de oferta de energia a curto prazo para suprir a demanda crescente no país, “porque a situação está crítica em termos de confiabilidade do sistema”, disse o diretor da PSR.

Em decorrência da crise financeira internacional, os peruanos avaliam que haveria necessidade de oferta adicional até 2011, “para ficar numa situação confortável em termos de planejamento de energia”. A PSR Consultoria desenvolve também, no momento, o modelo de leilões de energia para o órgão regulador do Peru.

Fonte: Estadão

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