A Vale, uma das maiores mineradoras do mundo, firmou um protocolo de intenções com o governo de Minas Gerais prevendo investimentos de R$ 9,5 bilhões no estado, em projetos de expansão e modernização da produção mineral. O acordo foi anunciado em cerimônia realizada no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte.
Segundo o então presidente da companhia, Roger Agnelli, os recursos seriam provenientes da geração própria de caixa da mineradora, refletindo a confiança da empresa na recuperação da economia global e no aumento da demanda internacional por minério de ferro, especialmente da China.
Projeto Apolo concentra maior volume de investimentos
O principal destaque do plano anunciado foi o Projeto Apolo, que receberia R$ 4,4 bilhões em investimentos. O projeto previa:
- A abertura de uma nova mina com capacidade de 24 milhões de toneladas de minério de ferro por ano;
- A implantação de uma usina de beneficiamento nos municípios de Caeté e Santa Bárbara, na região central de Minas Gerais.
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O projeto fazia parte da estratégia da Vale de ampliar a produção em ativos considerados de maior competitividade.
Expansões em Itabira e Nova Lima
Além do Projeto Apolo, a Vale anunciou outros dois investimentos relevantes no estado:
- R$ 2,6 bilhões em Itabira, destinados à construção de uma usina na mina de Conceição, com o aproveitamento de cerca de 500 milhões de toneladas de itabiritos de baixo teor;
- R$ 2,3 bilhões em Nova Lima, no complexo de Vargem Grande, para a implantação de uma nova usina de beneficiamento de minério de ferro.
Geração de empregos e impacto regional
De acordo com estimativas divulgadas à época, os três projetos juntos deveriam gerar cerca de 2,2 mil empregos diretos até 2015, beneficiando municípios como Raposos, Rio Acima e Barão de Cocais.
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Segundo o então secretário de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, Sérgio Barroso, os investimentos permitiriam à Vale ampliar sua capacidade produtiva em aproximadamente 50 milhões de toneladas de minério de ferro por ano.
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Cenário econômico e estratégia da mineradora
Durante o anúncio, Roger Agnelli destacou:
- A melhora do cenário econômico internacional;
- O papel da China como principal motor da demanda global por minério de ferro;
- A necessidade de substituição de minas com custos elevados ou em fase final de vida útil.
Segundo ele, o ambiente econômico favorável permitia à companhia adotar planos de expansão mais ousados, assegurando a competitividade da Vale no longo prazo.



