A valorização dos imóveis ambientalmente corretos

Repetidamente é divulgado que a construção civil consume mais de 50% dos recursos naturais, utiliza boa parte da madeira extraída no mundo, gera inúmeros problemas e poluições. Em tempo, as grandes construtoras e incorporadoras brasileiras estão começando a perceber a importância de construir com responsabilidade, apoiando-se no tripé ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável.

Empreendimentos residenciais como o da incorporadora Esfera são exemplos dessa semente que ainda precisa tomar força no mercado habitacional. Os ganhos são para todos: Todos os profissionais envolvidos produzem com mais qualidade, o empreendedor ganha mais confiança do consumidor e valoriza seus produtos, os moradores ganham em economias condominiais e qualidade de vida, e o grande lucro ainda é o do meio ambiente. Contrariando os que pensam erroneamente na inviabilidade de empreender com certificação ambiental, os edifícios assim construídos gastam em torno de 4% a mais para serem realizados, dada a repetição das unidades. Entretanto esse é um valor aceitável já que se agrega cerca de 20% no ato da venda de um imóvel considerado sustentável.

Especialistas afirmam que apenas com o marketing da sustentabilidade, o retorno financeiro torna-se garantido.Os diferenciais começam na concepção do lançamento imobiliário, onde o empreendedor aproxima seu cliente da natureza mostrando-lhe a importância das qualificações que envolvem a certificação sustentável e o quanto elas influem no cotidiano do edifício e no bem que está sendo adquirido.

E nada de idéias mirabolantes. Ações pontuais de projeto, como por exemplo, um bom aproveitamento climático (sol, ventos, etc.) e a especificação de materiais ambientalmente corretos contribuem muito para mais qualidade de vida dos usuários. Assim como facilitar a coleta seletiva de resíduos domésticos, aperfeiçoar o uso da água, da energia e até mesmo dos jardins reduzem as taxas de condomínio. Também faz toda a diferença a utilização de equipamentos já consolidados no mercado que otimizam os sistemas prediais. E, principalmente, a racionalização da obra.
Portanto, cabe aos realizadores do mercado imobiliário a iniciativa para termos edifícios mais bem projetados e construídos. Quem compra um imóvel pensa no futuro como um todo, no futuro do bem adquirido, da sua família e inclusive no futuro do meio ambiente.

Leonardo Lenharo é arquiteto e urbanista especialista em certificação sustentável, sócio diretor do escritório Ybyrá Arquitetos que desenvolve projetos de arquitetura focados em sustentabilidade.

Fonte: Estadão

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