Projeto previa modernização da infraestrutura aeroportuária e implantação de base para manutenção de aeronaves executivas destinada aos mercados do Norte, Nordeste e América Central.
O Governo do Ceará investiu R$ 36 milhões na modernização da infraestrutura aeroportuária de Aracati e na implantação de um centro de manutenção aeronáutica, projeto que previa transformar o município em uma base de atendimento à aviação executiva.
Os recursos contemplavam a ampliação e melhoria da pista de pouso, construção do terminal de passageiros e serviços, sinalização, hangares, equipamentos complementares e a infraestrutura destinada ao centro de manutenção.
Na época do anúncio, as obras estavam em fase de acabamento e a inauguração do centro havia sido programada para 14 de fevereiro de 2014.
Projeto modernizou infraestrutura aeroportuária de Aracati
A intervenção envolveu a modernização da pista de pouso existente desde a década de 1960 e a implantação de novas estruturas de apoio às operações aéreas.
O investimento de R$ 36 milhões foi realizado pelo Governo do Estado do Ceará, por meio da Secretaria do Turismo.
O conjunto das intervenções incluía:
- ampliação e melhorias da pista;
- terminal de passageiros e serviços;
- sinalização aeroportuária;
- hangares;
- equipamentos complementares;
- infraestrutura para o centro de manutenção aeronáutica.
A proposta ampliava a função da infraestrutura local para além do transporte de passageiros, incorporando serviços especializados relacionados à manutenção de aeronaves.
Centro teria hangar de 10 mil m²
Denominado Centro de Tecnologia, Manutenção e Comercialização de Aeronaves e Prestação de Serviços Aeronáuticos, o empreendimento seria destinado à assistência técnica de aeronaves, helicópteros e jatos executivos.
O acordo com o Estado previa a cessão de um hangar de 10 mil m² pelo período de dez anos, com possibilidade de renovação por mais dez.
Segundo o planejamento divulgado naquele momento, a base atenderia principalmente os mercados das regiões Norte e Nordeste, além da América Central.
Os serviços seriam direcionados especialmente a aeronaves executivas de pequeno e médio portes.
Base previa geração de 150 empregos diretos
A implantação do centro também possuía um componente relacionado à formação de mão de obra especializada.
A previsão apresentada era de criação de aproximadamente 150 empregos diretos relacionados à assistência técnica de aeronaves.
O contrato firmado com o Estado estabelecia ainda a priorização de trabalhadores locais nas contratações.
Também estavam previstas iniciativas relacionadas à introdução de tecnologia e à qualificação profissional para atividades do setor aeronáutico.
A estratégia buscava associar o investimento em infraestrutura física à formação de profissionais capazes de atender às demandas técnicas da nova operação.
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Estrutura atenderia mercado de aviação executiva
De acordo com as informações divulgadas na época, a unidade de Aracati teria dimensão superior à estrutura mantida pela empresa em Jundiaí (SP), também direcionada à aviação executiva.
A localização no Ceará permitiria aproximar os serviços de manutenção dos operadores das regiões Norte e Nordeste, reduzindo a necessidade de deslocamento das aeronaves para centros de manutenção localizados em outras regiões do país.
O projeto também considerava a possibilidade de atendimento a clientes da América Central.
Investimento ampliava função econômica do aeroporto
A implantação de uma base de manutenção mostra como a infraestrutura aeroportuária pode desempenhar funções que vão além do embarque e desembarque de passageiros.
Hangaragem, manutenção, serviços técnicos e formação de mão de obra especializada podem transformar aeroportos regionais em estruturas de apoio a diferentes segmentos da aviação.
No caso de Aracati, o investimento de R$ 36 milhões combinava infraestrutura aeroportuária e serviços aeronáuticos especializados, buscando criar uma nova atividade econômica associada ao aeroporto.
As datas de conclusão e inauguração mencionadas nesta matéria correspondem ao cronograma divulgado durante a execução das obras e devem ser compreendidas como previsões existentes naquele período.




