A Dimensional foi escolhida pela Petrobras e a Coppe – centro de ensino e pesquisa em engenharia ligada à Universidade Federal do Rio de Janeiro – para implementar o asfalto morno em uma via no bairro de Copacabana, no Rio. O objetivo era testar a solução em comparação ao asfalto tradicional.
“O asfalto convencional normalmente é usinado com a temperatura média de 165 graus Celsius e aplicado em torno de 140 e 145 graus Celsius. Já o morno é usinado em temperaturas menores, em torno de 135 graus de usinagem, com aplicação em torno de 105 e 110 graus Celsius”, explica Vinicius Benevides, diretor Operacional da Dimensional, que apresentou esta iniciativa durante o InovaInfra, evento realizado em abril pela revista O Empreiteiro. Na ocasião, o projeto sobre o asfalto morno recebeu o prêmio InovaInfra, eleito pelo Júri Independente que avaliou os trabalhos que concorreram ao certame.
Na sua apresentação, Benevides contou que para avaliar uma mostra de um e de outro, aplicou-se em uma rua a mistura morna ao lado do asfalto convencional. A execução ocorreu no fim de 2024 e tinha o objetivo de testar com precisão o desempenho tanto na usinagem quanto na aplicação e efeito posterior de ambas soluções.
“O grande diferencial da mistura morna é o ambiental, com redução de 10% na pegada de carbono. A gente diminui de 61 kg de carbono equivalente por tonelada de asfalto convencional aplicado, para 55 kg de carbono equivalente com o asfalto morno”, explica Benevides.
De acordo com o engenheiro, além do ganho ambiental, existe o ganho econômico já que há redução de custos de pavimentação em 35% com a usinagem devido a diminuição da temperatura. Ele ressalta ainda que o produto expõe menos o trabalhador na sua aplicação devido às temperaturas mais baixas. Nos primeiros testes, o asfalto morno que utiliza o ligante asfáltico CAP Pro W 30/45 também se mostrou mais durável como pavimento.
Os resultados obtidos confirmam o elevado potencial do CAP Pro W como solução de pavimentação morna, com resultado equivalente ou superior ao CAP convencional. A experiência pioneira demonstra que a transição para tecnologias de pavimentação de menor impacto pode ser realizada sem comprometer o desempenho.
De acordo com Vinicius Benevides, a solução adotada em via do Rio de Janeiro é replicável e a construtora avalia como expandir com o asfalto morno. A empresa possui a usina asfáltica com a maior capacidade de produção do Estado do Rio de Janeiro.




