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21 de janeiro de 2021

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BID assina empréstimo de US$ 1 bilhão para o BNDES

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BID assina empréstimo de US$ 1 bilhão para o BNDES

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, e o representante do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no Brasil, José Luis Lupo, assinaram semana passada contrato pelo qual o BID empresta US$ 1 bilhão à instituição brasileira para que esta financie micro e pequenas empresas. O contrato corresponde à última tranche de convênio pelo qual o BID já liberou outras duas parcelas de US$ 1 bilhão em 2007 e 2008, com contrapartidas de mesmo valor por parte do BNDES para crédito a micro e pequenas empresas.

Mais um convênio nos mesmos moldes e valores está em negociação, também para três anos. Coutinho e Lupo consideraram mais provável que o primeiro US$ 1 bilhão do próximo convênio seja liberado só em 2010, mas Coutinho quer antecipar para este ano. "Esperamos fazer esforço para antecipar para 2009 esse recurso do segundo convênio. Não queríamos deixar só para 2010", disse Coutinho. Ele ressaltou que os recursos do BID para micro e pequenas empresas "são estruturalmente importantes e agora também conjunturalmente importantes", devido à crise global de retração do crédito privado.

Lupo informou que o BID prevê a aprovação de mais US$ 3 bilhões por ano para o Brasil de 2009 a 2011. Frisou a palavra aprovação, esclarecendo que a liberação deve se dar no ano que vem. Do total previsto até 2011, um terço seria para o próximo convênio a ser assinado com o BNDES, também para micro e pequenas empresas; outro para infraestrutura e mais outro para um programa do BID voltado para cidades. "O efeito mais preocupante da crise é sobre os postos de trabalho", disse Lupo, que lembrou que micro e pequenas empresas, em conjunto, criam muitos empregos.

Coutinho lembrou que as autoridades brasileiras têm defendido que as instituições multilaterais, como o BID, sejam reforçadas, inclusive em seus orçamentos, para poderem ampliar seus empréstimos nesse período de retração do crédito.

Fonte: Estadão

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