A Prefeitura de Curitiba está na fase final de elaboração do edital da nova concessão do transporte coletivo, com divulgação prevista para as próximas semanas. Os ajustes finais estão sendo realizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), considerando adequações ao cenário internacional do preço do petróleo, influenciado pela guerra no Oriente Médio, além da antecipação de investimentos para ampliar o conforto dos passageiros.
Segundo Ogeny Pedro Maia Neto, presidente da Urbs, a decisão de ampliar o prazo de finalização prioriza a qualidade do edital e sua adequação ao cenário atual. Todas as áreas envolvidas do município seguem trabalhando para estruturar um modelo considerado referência no setor.
A nova concessão do transporte coletivo será a maior da história de Curitiba e prevê a modernização do sistema, com implantação de novas linhas, ampliação da integração temporal, aumento da frota e avanço na transição energética para ônibus com zero emissões.
O processo vem sendo conduzido com transparência, incluindo consulta pública online e audiências realizadas com a população. A documentação também foi encaminhada ao Tribunal de Contas, que atua em conjunto com equipes da Urbs e do Ippuc. Os ajustes finais ainda serão submetidos ao órgão para validação do modelo de concessão.
Investimentos
O leilão da nova concessão do transporte coletivo de Curitiba será dividido em cinco lotes, sendo dois de BRTs, que abrangem as linhas que circulam em canaletas exclusivas, e três regionais, nas áreas Norte, Sul e Oeste. O contrato de operação terá duração de 15 anos.
Os investimentos previstos incluem a aquisição de 250 ônibus elétricos ao longo de cinco anos, além de 149 ônibus a diesel modelo Euro 6 no início do contrato e mais 1.084 veículos durante a vigência da concessão.
Também estão programadas a construção e requalificação de 16 estações-tubo, a reformulação de 30 itinerários e a criação de cinco novas linhas. A frota operacional será ampliada de 1.189 para 1.234 ônibus, com novos veículos equipados com câmeras de monitoramento e ar-condicionado.
O projeto contempla ainda a construção de dois eletropostos públicos, localizados nos terminais Capão Raso e Capão da Imbuia.
A nova concessão prevê a criação de um fundo garantidor inédito para ampliar a segurança financeira do projeto, além da implementação de novos indicadores de qualidade do serviço. A transição para o novo modelo deve durar até dois anos, período em que a tarifa, atualmente em R$ 6, será mantida sem reajuste.
O sistema de transporte coletivo de Curitiba conta atualmente com 309 linhas, 22 terminais, 330 estações-tubo e uma frota de 1.189 ônibus. O volume é de 555 mil passageiros pagantes por dia útil e 6,4 milhões de viagens por mês.





