Programa implantado na unidade de Bowmanville envolveu funcionários, auditorias de consumo e treinamento para identificar oportunidades de economia de energia no processo industrial.
A unidade operava sob a marca St. Marys Cement, empresa da Votorantim Cimentos na região dos Grandes Lagos, nos Estados Unidos e Canadá.
A iniciativa levou a fábrica a receber, em 2007, o Canadian Industry Program for Energy Conservation Leadership Award (CIPEC), reconhecimento relacionado à conservação de energia na indústria canadense.
Comitê colocou eficiência energética dentro da operação
Uma das principais iniciativas da unidade foi a criação do Energy Management Conservation Committee (E=MC²).
O grupo tinha como objetivo estimular uma cultura interna de eficiência energética, envolvendo os próprios funcionários na identificação de oportunidades para reduzir desperdícios.
Em vez de concentrar as ações apenas em grandes intervenções industriais, o programa buscava identificar possibilidades de economia em diferentes etapas e atividades da fábrica.
Entre as ações desenvolvidas estavam:
- criação de um sistema de sugestões dos funcionários para redução do consumo;
- desenvolvimento de novas metodologias para auditorias energéticas;
- treinamento das equipes;
- identificação de desperdícios ao longo do processo;
- desenvolvimento de soluções que poderiam ser replicadas em outras unidades.
A proposta era incorporar a eficiência energética às rotinas da operação.
Auditorias ajudavam a identificar desperdícios
Outro componente do programa era a revisão das metodologias utilizadas para analisar o consumo de energia da fábrica.
As auditorias energéticas permitiam identificar áreas e processos nos quais existiam oportunidades de redução do consumo.
O treinamento dos funcionários complementava essa estratégia, buscando ampliar a capacidade das próprias equipes de reconhecer desperdícios e propor melhorias.
A combinação de monitoramento, auditoria e participação dos profissionais transformava a gestão da energia em uma atividade distribuída pela operação, em vez de uma responsabilidade restrita a uma única área técnica.
Soluções seriam testadas para outras fábricas
Algumas das medidas identificadas em Bowmanville seriam utilizadas como projetos-piloto para outras fábricas da companhia na América do Norte.
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Entre as soluções mencionadas naquele período estava a instalação de sensores de movimento em áreas com baixa ocupação, permitindo reduzir o consumo de eletricidade quando esses espaços não estivessem sendo utilizados.
Embora seja uma intervenção relativamente simples, o exemplo ilustrava a lógica adotada pelo programa: identificar diferentes fontes de desperdício e acumular ganhos de eficiência ao longo da instalação industrial.
Produção de cimento exige gestão intensiva de energia
A experiência de Bowmanville colocava em evidência um dos principais desafios operacionais da indústria cimenteira: o consumo energético associado ao processo produtivo.
Nesse contexto, programas de eficiência podem envolver desde mudanças operacionais e treinamento das equipes até intervenções em equipamentos e sistemas auxiliares.
No caso da unidade canadense, o programa destacava especialmente o papel da gestão, do monitoramento e da participação dos funcionários na identificação dessas oportunidades.
O reconhecimento recebido pela fábrica em 2007 registrou uma fase em que práticas estruturadas de conservação de energia começavam a ganhar maior espaço dentro das estratégias industriais.
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Programa recebeu reconhecimento no Canadá
As iniciativas implantadas em Bowmanville levaram a unidade a receber o 2007 Canadian Industry Program for Energy Conservation Leadership Award.
O reconhecimento estava relacionado às ações desenvolvidas pelo comitê E=MC² e à implantação de práticas destinadas a melhorar a eficiência energética da fábrica.
Mais do que o prêmio, a experiência demonstrava como programas internos de gestão poderiam transformar pequenas e grandes oportunidades de economia em uma estratégia contínua para reduzir o consumo energético de uma operação industrial.



