Falta de gestão é o que mais prejudica o saneamento, diz pesquisa

Um levantamento realizado entre 70 empresários que participaram do Fórum Mundial de Meio Ambiente em Foz do Iguaçu (PR), apontou que o grande empecilho para acelerar a universalização do saneamento no Brasil é a gestão ineficiente no setor.

Dos participantes da pesquisa realizada on line durante painel do Fórum, 36% indicaram a gestão inadequada como o principal problema enfrentado na expansão dos serviços de água e esgoto no país. Outros motivos citados para o fraco desempenho dos índices de saneamento foram a falta de interesse político (32%) e investimento (26%).

Investimento, agilidade e tecnologia são, na opinião dos participantes, as principais contribuições do setor privado para alavancar o saneamento nacional. No que se refere aos obstáculos que o setor privado enfrenta para aumentar sua participação no setor, corporativismo, oportunidades limitadas e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foram os principais apontamentos.

Giuliano Dragone, presidente do Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Sindcon), participou do painel "Água e saneamento: O papel da parceria público-privada", durante o Fórum Mundial de Meio Ambiente.

Além da agilidade e da melhor gestão dos recursos, Giuliano destacou a maturidade da iniciativa privada para operar no setor. “Hoje, 265 municípios em vários estados já contam com serviços de saneamento operados pela iniciativa privada, seja em concessões plenas ou parciais, parcerias público-privadas ou locação de ativos. Nas concessões mais antigas, como as de Limeira, no interior paulista, ou Niterói (RJ), os índices de atendimento já estão próximos dos 100%”, explica o presidente do Sindcon.


Foto: Divulgação/PAC2

Fonte: Padrão

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