Feicon 2009: diminuir consumo de energia é meta na construção

A Feicon 2009, maior feira de construção da América Latina, teve foco na sustentabilidade. Um protótipo de casa com 100 m², projetado pelo arquiteto Rodrigo Loeb e com gerenciamento da Inovatech Engenharia, foi montada em pleno pavilhão. A Casa Aqua (referência ao processo Aqua – Alta Qualidade Ambiental – lançado em abril de 2007 pela Fundação Vanzolini) permitiu aos visitantes circular por ambientes que primam pelo uso consciente de materiais e tecnologias. O projeto foi uma iniciativa da Missão Econômica da França no Brasil, da Fundação Vanzolini e da Reed Exhibition.

Os produtos sustentáveis, lançados na Feicon, podem ser divididos entre os que promovem economia de energia e água depois de instalados, os que propiciam uma construção com menos geração de resíduos e os que, ao serem fabricados, evitam agressões ao meio ambiente. Na primeira categoria, estão as torneiras que minimizam o desperdício de água. A Docol lançou a torneira Formata com sensor de presença. A Deca também lançou a linha Decalux, que oferece torneiras com fechamento automático mecânico (daquelas que o usuário aciona ao pressionar sua parte superior) e eletrônico Entre as válvulas de descarga que economizam o consumo de água, são destaque os modelos Duo e Eco, da Deca.

Já para a redução do consumo de energia, foram lançados modelos de aquecedores solares mais fáceis e baratos de instalar. O modelo Acoplado, da Transsen, possui um reservatório com capacidade para 200 l. Ele é de cobre reforçado que pode ficar sobre telhado, diferente dos outros modelos que precisam de uma estrutura coberta. Outro modelo com a mesma característica é o Top Sol, da Soletrol. Com capacidade para 110 l, ele é indicado para casas menores, com no máximo três pessoas, mas tem como grande diferencial, além da facilidade de instalação, o preço final, que deve variar entre R$ 400 e R$ 600. No mercado, os sistemas de aquecimento solar chegam a custar R$ 4 000. A Transsen ainda apresentou como lançamentos os modelos Porto Seguro, que pode ser usado para aquecer a água da piscina ou do banho e o Magnun, que precisa de uma área 20% do que os demais aquecedores para gerar a mesma quantidade de água aquecida. Para proporcionar banhos mornos na entrada e saída da piscina, a Soletrol lançou a ducha solar.

Garantir o perfeito funcionamento dos produtos eletrônicos também implica em otimizar consumo de energia. Para cumprir essa função, a Schneider lançou o VitaWatt, um sistema de proteção onde são ligados os aparelhos elétricos. Ele avisa sobre o eventual mau funcionamento de alguns deles, além de impedir curto-circuitos. As empresas de iluminação apostaram nas lâmpadas fluorescentes que emitem a mesma quantidade de luz das incandescentes, mas com economia de energia de 80%. É o caso dos modelos Eco, da Golden Plus e da linha incandescentes da Taschibra.

Entre os produtos que não agridem o meio ambiente em sua produção, está a linha de fechaduras e puxadores de alumínio com acabamento Antique, da Imab. Esse tipo de acabamento geralmente é feito com um verniz em spray, que espalha resíduos pela atmosfera. A Imab desenvolveu uma tecnologia em que o acabamento é feito banhando as peças no verniz, o que evita resíduos. Nas tintas, os destaques são o esmalte à base de água da Universo Tintas e a tinta acrílica Zero, da Renner.

No ramo da construção sustentável, as tecnologias secas são as que menos geram resíduos, como foi visto na construção do protótipo Casa Aqua. A Saint-Gobbain reforçou a importância das construções em steel frame, com vigas de aço e estrutura de lã de vidro revestida de placas cimentícias. A empresa lançou também modelos de placas de dry wall para áreas úmidas, secas e anti-chama (que pode ser usado, por exemplo, para a cozinha). Os boxes da Esaf, também da linha obra-seca, são de alumínio e chapas de garrafa PET recicladas.

Na feira de revestimentos, Revestir 2009, a sustentabilidade também pincelou os estandes. O que se viu em seus corredores foram muitas pastilhas de bambu, porcelanato com reaproveitamento de material e economia de água, uso de energia limpa e até um suporte para muros verticais, feito de casca de côco.

Fonte: Estadão

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