Unidade em Goianésia terá capacidade inicial de 50 mil toneladas por ano e utilizará resíduos do processamento de cana-de-açúcar como matéria-prima.
A Geociclo, empresa brasileira de biotecnologia, anunciou investimento de R$ 41 milhões para a construção de uma fábrica de fertilizantes organominerais em Goianésia, Goiás. O empreendimento será desenvolvido em parceria com o Grupo Otavio Lage, proprietário das usinas Jalles Machado e Otavio Lage.
A empresa e o governo de Goiás assinam nesta terça-feira (7) um protocolo de intenções para viabilizar a implantação da unidade industrial.
O projeto prevê o aproveitamento de resíduos provenientes do processamento de cana-de-açúcar na fabricação do fertilizante organomineral Geofert.
Fábrica de fertilizantes em Goianésia terá capacidade de 50 mil toneladas por ano
A nova unidade da Geociclo terá capacidade inicial de produção de 50 mil toneladas de fertilizantes organominerais por ano, com possibilidade de ampliação para 100 mil toneladas anuais no prazo de um ano.
Segundo o cronograma anunciado, a implantação da fábrica começará em maio, enquanto o início da produção está previsto para o primeiro trimestre de 2014.
O empreendimento terá como objetivo atender ao mercado de fertilizantes e deverá gerar aproximadamente 230 empregos diretos e indiretos.
A Geociclo também planeja estabelecer novas parcerias com usinas da região para ampliar o fornecimento de matérias-primas e viabilizar a expansão da capacidade produtiva.
Resíduos da cana-de-açúcar serão utilizados na produção de fertilizante organomineral
A parceria com o Grupo Otavio Lage prevê o fornecimento de aproximadamente 80 mil toneladas de resíduos do processamento de cana-de-açúcar, principalmente torta de filtro e cinza de caldeira.
Esses subprodutos serão utilizados como matérias-primas para a fabricação do fertilizante organomineral Geofert.
Em contrapartida, o Grupo Otavio Lage comprará o fertilizante produzido pela Geociclo.
O modelo de parceria busca aproveitar resíduos gerados pela atividade sucroenergética e destiná-los à produção de insumos agrícolas.
Região de Goianésia gera mais de 350 mil toneladas de resíduos orgânicos
Antes de definir a localização da fábrica, a Geociclo realizou um levantamento da disponibilidade de matérias-primas na região de Goianésia.
O estudo identificou a geração de mais de 350 mil toneladas de resíduos orgânicos no entorno da futura unidade industrial.
Desse volume, a empresa prevê utilizar menos de 30% na fase inicial da operação, destinada à produção de 50 mil toneladas anuais de fertilizantes.
A disponibilidade de resíduos na região também representa uma oportunidade para ampliar a produção, conforme o planejamento da companhia.
Geociclo amplia presença industrial no Brasil
A fábrica de Goianésia será a segunda unidade industrial da Geociclo no Brasil.
A primeira planta, localizada em Uberlândia, Minas Gerais, acaba de iniciar suas atividades, com produção direcionada prioritariamente a agricultores e produtores rurais do Triângulo Mineiro.
Leia também: Pampa Energía avalia construir planta de ureia para atender o Brasil
Além dos empreendimentos em Minas Gerais e Goiás, a Geociclo já negocia a implantação de uma terceira unidade industrial no estado de São Paulo.
O objetivo é atender ao mercado da Região Centro-Sul e ampliar a presença da empresa no setor de fertilizantes organominerais.
Com os novos projetos, a Geociclo busca expandir sua capacidade produtiva e fortalecer o aproveitamento de resíduos agroindustriais na fabricação de insumos para a agricultura.


