Lean construction organiza execução de 94 blocos residenciais em Feira de Santana

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Central Park reúne 1.504 apartamentos e exigiu planejamento para coordenar múltiplas frentes de trabalho em um canteiro de 84 mil m².

A construção de 94 blocos e 1.504 apartamentos em um único empreendimento residencial levou a L.Marquezzo a adotar técnicas de planejamento baseadas em lean construction para organizar as diferentes frentes de trabalho do Central Park, em Feira de Santana (BA).

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Implantado em um terreno de 84.259 m², com 70.725 m² de área construída, o empreendimento foi dividido em sete etapas para permitir a execução e entrega progressiva dos edifícios.

A escala da obra pode ser dimensionada pelos principais quantitativos: aproximadamente 63 mil m³ de movimentação de terra, 25.380 t de concreto, 6.170 t de cimento, 494 t de aço e 2,7 milhões de blocos cerâmicos estruturais.

Obra foi dividida em sete etapas

As obras do Central Park começaram em abril de 2011 e tinham conclusão prevista, no cronograma apresentado à época, para julho de 2016.

A divisão em sete etapas permitiu avançar com diferentes partes do empreendimento e entregar progressivamente os apartamentos.

No momento registrado pela Revista O Empreiteiro, três etapas já haviam sido concluídas e entregues aos moradores.

A quarta apresentava aproximadamente 90% de avanço físico, enquanto a quinta estava em fase inicial, com cerca de 30% dos serviços executados.

Essa configuração criava um desafio adicional para o gerenciamento: enquanto determinadas áreas já estavam praticamente prontas, outras ainda passavam pelas etapas iniciais da construção.

Canteiro chegou a mobilizar 724 trabalhadores

A quantidade de atividades simultâneas também se refletiu na mão de obra.

No período registrado pela reportagem, 219 trabalhadores atuavam no empreendimento.

O pico havia ocorrido em novembro de 2012, quando o canteiro chegou a mobilizar 724 profissionais.

Organizar essas equipes em uma obra com dezenas de edifícios semelhantes exigiu atenção especial ao planejamento da produção e à logística interna.

Segundo Wilson Miranda, engenheiro civil da L.Marquezzo, a dimensão do empreendimento tornou indispensável uma estrutura rigorosa de planejamento.

Lean construction orientou planejamento das atividades

Para gerenciar a execução das 1.504 unidades, a construtora adotou princípios de lean construction na organização das atividades.

A estratégia buscava criar maior previsibilidade para as diferentes frentes de serviço e estabelecer uma sequência organizada de execução.

Na sistemática utilizada pela obra, as equipes procuravam concluir determinadas atividades antes da entrada da etapa subsequente, reduzindo interferências entre serviços.

Segundo Miranda, a metodologia ajudou a antecipar necessidades, simplificar o acompanhamento das atividades e identificar custos que poderiam ser evitados no canteiro.

O planejamento também contribuía para o controle dos prazos de uma obra dividida em diferentes fases de execução.

Alvenaria estrutural foi adotada nos 94 blocos

O sistema construtivo dos edifícios utilizava paredes autoportantes de alvenaria estrutural, executadas com blocos cerâmicos ou de concreto.

As estruturas também contavam com fundações em concreto armado e lajes pré-moldadas de concreto armado.

A repetição das unidades e dos edifícios favorecia uma lógica de produção seriada, na qual planejamento, sequência das equipes e abastecimento dos materiais assumiam papel central.

Somente os blocos cerâmicos estruturais chegariam a aproximadamente 2,7 milhões de unidades ao longo da execução.

O consumo estimado de concreto era de 25.380 t, acompanhado por 6.170 t de cimento e 494 t de aço.

Logística precisou atender quase 100 edifícios

Além da execução das estruturas, a escala do empreendimento impunha desafios à circulação de pessoas, materiais e equipamentos.

Com quase uma centena de edifícios distribuídos pelo terreno, diferentes atividades precisavam ser coordenadas simultaneamente sem comprometer o avanço das demais frentes.

A terraplenagem movimentou aproximadamente 63 mil m³ de solo.

Depois dessa etapa, a logística passou a envolver o abastecimento contínuo das equipes responsáveis por fundações, alvenaria estrutural, lajes, instalações e acabamentos.

O planejamento das frentes permitia que os serviços avançassem progressivamente pelos blocos, aproveitando a repetitividade característica do conjunto residencial.

Apartamentos possuem 42,91 m²

Cada apartamento do Central Park foi projetado com 42,91 m², distribuídos entre dois dormitórios, sala, cozinha, banheiro e área de serviço.

O condomínio também previa infraestrutura compartilhada com guarita, salão de festas, salão de jogos, parque infantil, brinquedoteca, piscinas e quadra poliesportiva.

O empreendimento está localizado no bairro Rua Nova, em Feira de Santana.

Escala transforma planejamento em parte da engenharia

A construção do Central Park mostra como empreendimentos residenciais repetitivos e de grande escala exigem uma engenharia que vai além da definição do sistema estrutural.

Com 1.504 apartamentos distribuídos em 94 blocos, o desempenho da obra dependia também da organização das equipes, logística de materiais, sequenciamento dos serviços e controle das diferentes fases.

Nesse contexto, a utilização de princípios de lean construction buscou transformar a repetitividade dos edifícios em uma vantagem para o planejamento da produção.

Ficha técnica — Central Park | Feira de Santana (BA)

Proprietário: L.Marquezzo
Início da obra: abril de 2011
Conclusão prevista à época: julho de 2016
Área do terreno: 84.259 m²
Área construída: 70.725 m²
Número de blocos: 94
Número de apartamentos: 1.504
Área dos apartamentos: 42,91 m²

Gerenciamento: Paulo Roberto da Silva Peruna; Roosevelt Franklin Souza Santos Rios; Geovan dos Santos Gomes
Projeto de arquitetura: Arcênio José Oliveira
Projeto estrutural: Hélio Guimarães Aragão
Rede de água, esgoto e pluvial: José Rogério Ferreira Campos
Incêndio e pânico: Cláudio Araújo de Oliveira
Rede de drenagem: Polianna Amorim
Topografia: Antônio Carlos Ferraz de Almeida
Terraplenagem: Proneng Engenharia
Instalações hidrossanitárias, elétricas e telefonia: Luiz Claudio Alves Borja

Principais quantitativos

Movimentação de terra: 63.000 m³
Concreto: 25.380 t
Cimento: 6.170 t
Aço: 494 t
Blocos cerâmicos estruturais: 2,7 milhões de unidades


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