Luiz Naresi fala um pouco sobre a rotina de um engenheiro gestor de obras

O Engenheiro de obras (Trecho) é aquele que executa obras de média duração entre 3 a 6 meses.

É responsável em fazer cumprir o contrato. Ter conhecimento pleno de um projeto, da obra a ser executada:

1) Planta Baixa

2) Seções

3) Topografias

4) Sondagens

5) Geotécnica

6) Fundações

7) Arquitetônico

Estudar todo o projeto antes nos permite entendimento da obra para planejamento, entendimento do escopo do serviço, conhecimento do contrato, sendo necessário e básico para se edificar qualquer obra de engenharia.

Isso é importante para que se possa tomar decisões corretas para dimensionamento de equipes, prazo de obra, custo programado de obra e para acerto correto nas decisões do dia a dia.

Planejamento

O Planejamento de uma obra é fundamental para elaboração de um cronograma assertivo, onde as produções dos eventos vem da expertise de cada empresa abordando linearmente todas as atividades da obra, desde a contratação, mobilização, serviços. Para isso é importante que se tenha em mãos antes da execução da atividade este planejamento, quanto mais detalhado melhor.

Nele o engenheiro deverá ter o histograma de equipes para todas as atividades da obra contemplando as atividades do dia, da semana e do mês. O engenheiro deve diariamente estar acompanhando a produção real e ajustando ao planejado todas as atividades para aquele período perseguindo a meta real planejada sempre na expectativa de otimizar os resultados seja de prazo e qualidade, sempre sendo orientado por sua gerencia e mantendo a sua equipe direta informada dos eventos na busca de cumprir as metas traçadas.

Divisão de Equipes

O engenheiro é geralmente um líder de sua equipe e lidera várias células de serviços distintos que fazem parte do objetivo de edificar a obra contratada seja ela qual for. Para isso deve saber separar suas equipes e definir os chefes das equipes para distribuidor os trabalhos.

Para cada equipe é importante definir diretrizes claras e objetivas que não deixem duvidas as seus líderes diretos.

As equipes devem ter foco para atuar conforme o trabalho que o engenheiro repassou a ela. Lembrando que o engenheiro acaba sendo reconhecido pela sua equipe como um chefe ou cliente direto. O Engenheiro deve ter a capacidade de sentir na sua equipe que está liderando com pessoas de expertises distintas, e perceber que as pessoas de mais confiança, demonstrar respeito a todos agindo como um líder e não como um chefe, conversando com cada um com calma e respeito, passando as atividades planejadas por escrito e garantindo entendimento verbal da atividade planejada e até mesmo adotando medidas mais rígidas e enérgicas sempre que for necessário de forma integra e correta sem expor as pessoas a falta de respeito ou ofensas, lembrando que o sucesso da obra dependera da boa formação e adequação da equipe durante a formação dela logo nas primeiras semanas. Devemos lembrar que o engenheiro é como se fosse um técnico do time, é o mesmo sempre deverá fazer ajustes quando for necessário para colocar ou substituir a posição de funcionários buscando a melhoria da obra adequando as atividade as pessoas mais eficientes.

Como decorrência quanto mais pessoas boas jogando nas posições corretas teremos mais eficiência em uma obra.

Rotina

A rotina começa checando diariamente o seu ambiente de trabalho, escritório, áreas de vivencia, caminhos seguros, frentes de serviço, equipamentos, pessoal, se o local de trabalho está limpo e organizado, perceber se as pessoas estão felizes e motivadas para trabalhar naquele ambiente de trabalho. É muito importante a gente trabalhar primeiramente onde a gente se sente bem, pois vivemos praticamente mais dias para o trabalho do que para a nossa própria família, então manter um ambiente motivado a todos é ótimo.

É importantíssimo antes de se iniciar as atividades diárias que seja realizado um DSS (diálogo de segurança) onde em no máximo 10 minutos o engenheiro, líder de frente, encarregado ou técnico de segurança, descrevam com calma a rotina das suas principais atividades do dia , dos riscos envolvidos e das ações e atitudes que todos devem ter para garantir o trabalho seguro, minimizando os riscos de acidente e servindo de alerta para que ninguém se machuque na obra lembrando que a segurança do funcionário sempre deve estar em primeiro lugar a fim de minimizar o erro e cada qual ser responsável em 1º lugar pela sua própria segurança e ainda sempre que possível se preocupando com o colega do lado.

Equipe reunida para uma foto após o DDS especial em uma obra

Antes de iniciar uma atividade na obra deverá ser realizado a análise preliminar de riscos conhecida resumidamente como – APR onde são identificados o maior número possível de riscos envolvidos nas atividades executadas em toda a obra do início ao fim e neste documento elaborado pela equipe responsável pela atividade são definidas as ações para minimizar ao máximo e até mesmo neutralizar quaisquer tipos de riscos.

Verificado todas as questões de segurança e meio ambiente da obra, atenção deverá ser dada a produção, de forma que se consiga a melhor produtividade possível (produzir ao máximo com menos recursos) sendo garantida a qualidade do serviço. Neste momento o engenheiro deverá ter conhecimento pleno do projeto e das especificações técnicas da obra / serviço que será executado.

Dentro o planejamento macro de toda a obra e do projeto, deverão ser elaborados planejamentos de rotinas com detalhamento para execução das atividades do dia.

A comunicação objetiva e de qualidade é importantíssima. Promovendo reuniões de alinhamento semanais com todos os líderes de equipe para definições com todos os seus pares internos interessados no bem comum do processo do projeto e da obra, bem como interagir de maneira ética, integra e transparente junto a seus clientes internos e externos.

Reuniões de alinhamento

Sobre o Autor

Luiz Antônio Naresi Júnior é assessor da diretoria na PROGEO. Possui formação em Engenharia Civil com ênfase na área de Saneamento, pós-graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho, Analista Ambiental pela UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora), Engenharia Geotécnica pela UNICID (Universidade Cidade de São Paulo). É especialista em obras de Fundação Profunda, Contenções de Encosta, Obras de Artes Especiais, Projetos de Contenção, Infraestrutura Ferroviária e Rodoviária. Atualmente é sócio da ABMS (Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica), diretor do Clube de Engenharia de Juiz de Fora (MG) desde 2005, participa como voluntario pela ABMS como apoio a defesa civil de Belo Horizonte, Professor da Escalla Cursos para Mestre de Obras (CEJF / CREA/MG), professor na PUC Minas, consultor de fundação pesada e geotecnia, comercial.

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