Padronização de calçadas pode ter solução sustentável

Alguns planos diretores e legislações já estabelecem percentual mínimo de área permeável dentro dos edifícios, com o uso de jardins. E um projeto de lei em São Paulo abre precedente para a popularização dos pisos drenantes dentro de estabelecimentos e nos passeios público. O PL 284/2007 estabelece que pontos comerciais, indústrias e conjuntos residenciais na capital com área igual ou superior a mil metros quadrados devem ser dotados deste tipo de piso nas áreas descobertas ou de estruturas permeáveis. Está em tramitação na Câmara Municipal de São Paulo.

Mesmo sem legislações específicas, este tipo de material já pode ser observado em número cada vez maior de passeios públicos. Com superfície que permite a infiltração de líquido, ele absorve até 90% da água da chuva. Tem diversas medidas, mais resistência a impactos do que calçamento convencional e sua aplicação dispensa contrapiso de concreto, tornando-o economicamente viável e ecologicamente correto. Os pisos são indicados para áreas externas, calçamento, paisagismo, garagens, estacionamentos, pistas de caminhadas, praças.

A Drenaltec, que comercializa o produto há pouco mais de quatro anos, resolveu investir na fabricação e começou a também produzir há um ano. “O interesse pelos pisos drenantes cresce na medida em que os órgãos públicos vêm se conscientizando a respeito da adoção deste material em calçadas, pistas de caminhadas, praças. Principalmente em obras sustentáveis e condomínios em que há exigência de uma certa porcentagem de área permeável”, afirmou Luiz Fernando Andrade da Silva, proprietário da Drenaltec.

Na Baixada Santista, litoral de São Paulo, a Pastilhacor, boutique de revestir com unidades em Santos, Praia Grande e Peruíbe, também resolveu apostar na venda de pisos drenantes. O retorno positivo mostra que este tipo de calçamento é o futuro para as construções ambientalmente corretas e para acabar com enchentes principalmente em época de verão.

Com alto índice pluviométrico anual, Santos já tem diversos adeptos das calçadas permeáveis. “Não há obrigatoriedade, mas as pessoas vão se conscientizando que para resolver problemas do coletivo, é preciso que os indivíduos tomem atitudes para fazer sua parte. Além disso, há uma variedade cada vez maior de modelos, cores. Esteticamente, compõe muito bem uma fachada, uma garagem ou estacionamento descoberto”, pontuou Adriane Ferraz, da Pastilhacor.

Em Santos, a legislação também avança para a adoção de soluções para a permeabilidade do solo. As leis de Uso e Ocupação do Solo foram revistas em 2011 e passaram a exigir que as novas edificações tenham taxa de permeabilidade de no mínimo 15% da área do lote, com vegetação ou área de retenção de água.

Valores

Em diferentes dimensões, os tipos de pisos drenantes são divididos também pela capacidade que suportará. Há os que são feitos para o trânsito de pedestre e outros projetados para veículos, em garagens ou estacionamentos, por exemplo. Os valores variam de R$ 50,72 a R$ 129,15 o m2.

Fonte: Padrão

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