Projeto na região da Mooca prevê quatro complexos com apartamentos, comércio, serviços públicos e áreas de lazer na zona leste da capital.
A Engeform Engenharia integrou o consórcio vencedor do lote da região da Mooca da primeira PPP municipal de habitação de São Paulo, projeto que previa a construção de mais de 2,7 mil apartamentos na zona leste da capital.
Para desenvolver o empreendimento, as empresas participantes constituíram a SPE TEEN Imobiliário, responsável pela implantação de quatro complexos habitacionais.
Além das moradias, os projetos foram concebidos para reunir áreas de lazer e esporte, comércio e unidades destinadas a serviços públicos, ampliando o papel dos empreendimentos na estrutura urbana da região.
PPP prevê mais de 2,7 mil apartamentos na região da Mooca
A iniciativa teve origem em uma parceria entre o Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado da Habitação, e a Prefeitura de São Paulo.
O objetivo era ampliar a oferta de moradias na capital paulista e aproximar parte da população de regiões com maior disponibilidade de infraestrutura urbana, serviços e oportunidades de emprego.
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Naquele período, dados divulgados pela Prefeitura apontavam um déficit habitacional estimado em 474 mil domicílios na cidade.
O lote conquistado pelo consórcio integrado pela Engeform previa mais de 2,7 mil unidades distribuídas entre quatro complexos.
Projeto combina habitação, comércio e serviços
A proposta ia além da construção dos apartamentos.
Os empreendimentos foram planejados para incorporar espaços de lazer, entretenimento e esporte, além de unidades comerciais e de serviços públicos.
A localização na região da Mooca também permitiria aos futuros moradores acesso à infraestrutura urbana já existente no entorno, incluindo escolas, supermercados, hospitais, comércio e outros serviços.
O conceito buscava aproximar habitação e desenvolvimento urbano, reduzindo a distância entre moradia, serviços e oportunidades econômicas.
PPP habitacional busca ampliar oferta de moradias em áreas estruturadas
Um dos aspectos relevantes do modelo era a utilização de uma Parceria Público-Privada (PPP) para viabilizar empreendimentos habitacionais.
As PPPs permitem estruturar contratos de longo prazo entre o poder público e empresas privadas para implantação e prestação de serviços relacionados a projetos de interesse público.
No caso da habitação, o modelo abria uma alternativa para ampliar a produção de moradias e incorporar ao projeto elementos de infraestrutura e desenvolvimento urbano.
Para André Abucham, então diretor-superintendente da Engeform, a participação da companhia estava alinhada à estratégia da empresa.
“Participar da primeira PPP municipal de habitação do Brasil é algo que está totalmente alinhado ao plano estratégico da Engeform Engenharia, além de ser motivo de orgulho, já que se trata de um marco histórico em um setor que ainda carece de investimentos”, afirmou na ocasião.
Segundo o executivo, a proposta era entregar mais de 2,7 mil moradias em complexos dotados de infraestrutura para as famílias atendidas pelo projeto.
Construção habitacional também pode transformar o entorno
A implantação de grandes conjuntos residenciais produz impactos que ultrapassam a construção das próprias unidades.
A chegada de novos moradores aumenta a demanda por mobilidade, educação, saúde, comércio, saneamento, lazer e outros serviços urbanos.
Por isso, projetos habitacionais de grande porte precisam considerar sua integração com a infraestrutura existente e os efeitos que produzem sobre o território.
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A proposta dos quatro complexos na região da Mooca procurava incorporar parte dessas funções aos próprios empreendimentos, combinando moradia, serviços e atividades econômicas.
O projeto representava, assim, uma experiência de utilização das PPPs não apenas como instrumento de produção habitacional, mas também como modelo de intervenção e desenvolvimento urbano na cidade de São Paulo.



