Governo federal e a administração estadual de S.Paulo discutem com concessionárias de infraestrutura aditivos e repactuações contratuais que podem viabilizar R$ 150 bilhões em obras novas de infraestrutura, informa o jornal Valor Econômico.
Em São Paulo, por exemplo, o Estado discute R$ 70 bilhões em aportes adicionais em rodovias e mobilidade sobre trilhos. Um dos exemplos é a AutoBan e a SP Vias, ambas concessionárias da Motiva. Outro é a terceira pista da Imigrantes, com a Ecorodovias.
No segmento de trilhos, há estudos na Linha 5-Lilás visando a construção de novas estações pela concessionária Motiva e a extensão da Linha 6-Laranja que teve o primeiro trecho entregue pela concessionária controlada por Acciona.
No plano federal, o governo relicita nesta quinta (23) a Régis Bittencourt, trecho de cerca de 400 km da BR-116, que liga São Paulo (SP) a Curitiba (PR). Três empresas apresentaram proposta, de acordo com fontes do mercado: Arteris, a EPR e a Motiva. O leilão acontece por conta de repactuação de contrato de concessão da rodovia com a Arteris, atual concessionária do trecho.
Além disso, governo prorrogou por dois anos a atual concessão da FCA (Ferrovia Centro-Atlântica), administrada pela VLI. Nesse caso, não se conseguiu concluir a tempo as negociações para a renovação antecipada do contrato atual.
A VLI, por meio de nota, disse que, de fato, houve acordo “visando garantir a continuidade da operação enquanto o processo de renovação para um novo ciclo de 30 anos de concessão tramita junto aos órgãos reguladores e ao Tribunal de Contas da União”.
E prossegue as discussões sobre a renovação antecipada das concessões das ferrovias Vitória-Minas e de Carajás, no Pará, com a Vale, num acordo que envolveria investimentos de até R$ 17 bilhões, incluindo a construção de novos trechos ferroviários.




