A Vertin Engenharia desenvolveu para a Femsa Coca-Cola, em Jundiaí (SP), a execução simultânea de duas frentes industriais críticas: a implantação de nova linha de envase e a construção da planta de tratamento de água processada. Ambas as frentes foram desenvolvidas em ambiente fabril em plena operação, o que elevou significativamente o nível de risco. Além disso, a complexidade técnica, o elevado número de interfaces e a necessidade de cumprimento rigoroso de prazos exigiram um modelo de gestão capaz de integrar segurança, engenharia e produtividade. Tratava-se da primeira atuação da empresa nesse segmento e cliente, exigindo aderência a padrões corporativos e forte capacidade de integração com a operação existente. O escopo envolveu serviços civis e de instalações de alta complexidade, incluindo demolições, fundações, bases de equipamentos, drenagens, estrutura metálica, acabamentos, sistemas elétricos, hidráulicos, HVAC, CFTV, aterramento e SPDA, além de atividades críticas como terraplenagem, contenções e execução de radier. Nesse contexto, a empresa adotou o Programa Acidente Zero, estruturado a partir de pilares integrados de segurança, compliance, pessoas, parcerias, engenharia, excelência operacional e inovação.
Como foi Executado o Projeto
O programa teve início com o reconhecimento técnico detalhado do projeto, identificação de perigos e avaliação sistemática de riscos, possibilitando a definição antecipada de medidas de controle. Com base nesse diagnóstico, foi estruturado um sistema de gestão de saúde e segurança personalizado, sustentado por manuais, procedimentos e programas específicos, garantindo padronização operacional e clareza de responsabilidades entre equipes próprias e empresas parceiras.


A gestão foi reforçada por meio de inspeções planejadas, aplicação rigorosa das “regras de ouro”, utilização sistemática de análise preliminar de risco e permissão de trabalho, observações comportamentais e auditorias periódicas, assegurando o controle efetivo dos riscos críticos sem impacto negativo na produtividade.
Paralelamente, o engajamento das pessoas foi tratado como fator estratégico, com a implantação do Programa Motivacional Capacete de Ouro, baseado em critérios objetivos de segurança, produtividade, qualidade e organização. Treinamentos contínuos, ações de conscientização e preparação para emergências, por meio do plano de atendimento a emergências, garantiram prontidão operacional e resposta eficaz a situações críticas. O compromisso ativo da liderança, aliado ao acompanhamento contínuo por indicadores e auditorias, permitiu a correção tempestiva de desvios e a promoção da melhoria contínua.
Como resultado, o projeto alcançou o marco de Acidente Zero, com mais de 200 mil horas trabalhadas sem acidentes com afastamento, evidenciando que a integração entre gestão, engenharia e cultura organizacional atua como vetor de eficiência operacional e preservação da vida. A iniciativa obteve o reconhecimento formal do cliente. O modelo demonstrou que a segurança, quando integrada à engenharia e à gestão, atua como vetor de eficiência operacional e apresenta potencial de replicação em outros empreendimentos de infraestrutura. As obras demandaram a coordenação de 21 empresas parceiras, com efetivo médio de aproximadamente 108 trabalhadores, em prazos reduzidos, da ordem de seis meses por projeto.





