A Tecnogeo Ground, empresa brasileira líder em serviços de geotecnia, fundações pesadas e melhoramento de solo, está ampliando o uso do Deep Soil Mixing (DSM) para outras obras, além dos resultados obtidos em um aterro ferroviário na Baixada Santista, projeto que foi premiado no 7º InovaInfra, realizado em abril pela revista O Empreiteiro.
A tecnologia foi, inicialmente, utilizada com foco nos pátios em Jurubatuba, Quilombo e Areais, em Santos e Cubatão. Nesses setores predominam argilas marinhas muito moles, com espessuras de até 40 m, condição em que a estabilidade global do aterro durante a construção passava a ser a maior exigência. Sem melhoramento, as análises indicavam recalques de 50 cm e baixa segurança ao cisalhamento. Para evitar tratamentos até a camada competente (entre 30 e 40 m), a empresa adotou o conceito de colunas DSM flutuantes, com recalques residuais abaixo da ponta das colunas na operação ferroviária. Após a execução, a solução entregou dois efeitos complementares: o aumento do fator de segurança ao cisalhamento (reduzindo o risco de ruptura) e redução de deformações até a profundidade tratada, limitando recalques diferenciais.
As obras foram concluídas com a execução de aproximadamente 130.000 m de colunas DSM.
A execução e o sistema de controle foram conduzidos pela Tecnogeo Ground e EGTC, em interface com a Analisys, integrando engenharia, produção e laboratório. No Brasil, há poucos registros publicados de DSM flutuante, o que destaca o caráter pioneiro do projeto.
Além desses resultados, o autor Fábio Brumano, gerente Técnico Comercial da Tecnogeo Ground, contou à revista que a tecnologia já está sendo aplicada em outras obras no setor de infraestrutura e outros segmentos como mineração. “Durante a execução dessa obra na Baixada Santista, também executamos uma obra de galpão logístico no aeroporto de Guarulhos, e, atualmente, estamos executando uma obra rodoviária também em Guarulhos. Além desses, estamos iniciando também uma obra de mineração com o uso do DSM”.




