A Lar Cooperativa Agroindustrial apresentou ao Governo do Paraná um plano de investimentos de R$ 2,412 bilhões até 2024 para ampliar suas operações nas cadeias de avicultura e suinocultura. O programa previa expansão de unidades industriais, construção de novas estruturas produtivas e investimentos em infraestrutura de apoio nas regiões Oeste e Norte do Estado.
O plano foi apresentado pelo presidente da cooperativa, Irineo da Costa Rodrigues, ao governador Carlos Massa Ratinho Junior e a secretários estaduais. Na ocasião, a expectativa da Lar era ampliar sua capacidade produtiva e elevar o número de empregos diretos para aproximadamente 26 mil.
Além dos aportes da própria cooperativa e dos produtores associados, o programa dependia de melhorias em infraestrutura rodoviária, energia e acessos às unidades produtivas.
Expansão das unidades industriais da Lar
Parte dos investimentos estava direcionada à ampliação da capacidade das unidades industriais instaladas em Santa Helena, Medianeira, Cascavel, Rolândia e Marechal Cândido Rondon.
Entre os aportes anunciados estavam R$ 135 milhões em Medianeira, R$ 82 milhões em Cascavel e R$ 460 milhões em Marechal Cândido Rondon, além dos projetos previstos para as demais unidades.
A estratégia contemplava toda a cadeia de produção de aves e suínos, incluindo granjas, incubatórios, núcleos de recria e estruturas industriais.
Segundo Irineo da Costa Rodrigues, a expansão exigiria também investimentos públicos capazes de acompanhar o aumento da produção.
“Serão R$ 2,4 bilhões de aportes até 2024 e precisamos do Estado com a continuidade do Paraná Trifásico, viadutos e estradas melhoradas para concluir esse sonho”, afirmou o presidente da Lar na apresentação do projeto.
Infraestrutura rodoviária é estratégica para expansão
Entre as demandas apresentadas pela cooperativa ao Governo do Paraná estavam viadutos, duplicações, novos acessos e pavimentação de estradas rurais, além da ampliação da rede elétrica trifásica.
O planejamento também previa alternativas para geração de energia e continuidade de programas estaduais de incentivo.
Na área rodoviária, foram discutidas intervenções nas PR-465, PR-488 e PR-495, que atendem municípios próximos ao Lago de Itaipu, além da melhoria dos acessos às plantas da cooperativa em Rolândia e Matelândia.
Também estava prevista a interligação municipal entre Ramilândia e Santa Helena, em parceria com a Itaipu Binacional.
Na ocasião, o então secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, afirmou que a melhoria das rodovias das regiões Oeste e Norte era considerada prioritária para reduzir gargalos logísticos e acompanhar os investimentos privados.
Avicultura concentra parcela relevante dos aportes
A avicultura, responsável naquele momento por cerca de 30% do faturamento da Lar, concentrava uma parcela expressiva do programa de expansão.
A cooperativa previa investir R$ 121 milhões em nove núcleos de recria e novos incubatórios. Os produtores associados, por sua vez, planejavam aplicar aproximadamente R$ 905 milhões na implantação de 14 núcleos destinados à produção de ovos e na construção de 880 novos aviários.
A projeção era elevar de 1,1 milhão para 2,2 milhões o número de aves em recria até 2024.
A capacidade de incubação também deveria crescer de 15,5 milhões para 40 milhões de ovos, enquanto a produção de aves para terminação teria expansão projetada de 107%.
Ao final do programa, a expectativa era alcançar cerca de 1,1 milhão de aves abatidas por dia, superar três mil aviários e incorporar mais de 500 novos associados à cadeia produtiva.
Suinocultura também integra plano de crescimento
Na suinocultura, os investimentos consideravam a expansão da produção relacionada à unidade da Frimesa em Assis Chateaubriand. A Lar detinha participação relevante nos negócios da cooperativa e fornecia cerca de três mil suínos por dia.
Na época do anúncio, a estrutura da Lar reunia 246 granjas distribuídas por 12 municípios do Oeste paranaense.
Os produtores planejavam investir aproximadamente R$ 45,1 milhões em cinco crechários e 44 granjas.
Com as novas estruturas, a projeção para 2024 era chegar a 3.170 matrizes avós, 45,5 mil matrizes, 90 mil animais em crechários e aproximadamente 1 milhão de leitões.
Expansão depende de energia e logística
O crescimento da produção agroindustrial colocou a disponibilidade de energia elétrica entre os principais pontos do planejamento.
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Uma das demandas era a continuidade do Paraná Trifásico, programa voltado à modernização da rede elétrica rural. Naquele momento, cerca de 2,8 mil quilômetros de redes trifásicas já haviam sido instalados pela Copel.
Também estavam em discussão incentivos para adoção de sistemas fotovoltaicos e biodigestores, alternativas capazes de ampliar a geração distribuída de energia nas propriedades rurais.
O Governo do Paraná também previa investimentos em pavimentação rural e melhorias das condições logísticas necessárias para o transporte da produção.
Cooperativa tem presença relevante no agronegócio paranaense
À época do anúncio, a Lar acumulava 56 anos de atuação e respondia por aproximadamente 5% do PIB agropecuário do Paraná.
Em 2020, a cooperativa registrou faturamento superior a R$ 10 bilhões, crescimento de mais de 50% em comparação com o ano anterior.
A estrutura reunia 54 unidades de recebimento de grãos e quatro agroindústrias destinadas ao processamento de carnes, com produtos exportados para aproximadamente 80 países.
A cooperativa contava ainda com 11.762 associados e 20,5 mil funcionários diretos, figurando entre as maiores empresas brasileiras do setor de proteína animal.
O programa de R$ 2,4 bilhões apresentado ao governo estadual evidenciava também a relação direta entre a expansão da agroindústria e a necessidade de investimentos em rodovias, acessos, energia e infraestrutura rural para suportar o crescimento da produção.
Fonte: Agência Estadual de Notícias (AEN) – Governo do Paraná.





