Modelo rental reduz necessidade de aquisição de máquinas e amplia acesso a equipamentos para trabalho em altura em projetos de construção, indústria e infraestrutura.
A locação de equipamentos para construção e trabalho em altura ganhou espaço no mercado brasileiro à medida que empresas passaram a buscar alternativas à aquisição e manutenção de frotas próprias.
A Mills, então denominada Mills Solaris, ampliou sua atuação nesse segmento e passou a fornecer equipamentos para diferentes setores, incluindo construção civil, infraestrutura, indústria, logística, varejo e serviços.
Entre os projetos atendidos pela companhia estavam obras de infraestrutura como o BRT de Salvador (BA) e a Linha 17-Ouro do monotrilho de São Paulo.
Como funciona o modelo rental de equipamentos?
No modelo de locação, a empresa contratante utiliza o equipamento durante determinado período sem precisar incorporá-lo permanentemente aos seus ativos.
Isso pode reduzir a necessidade de capital para aquisição de máquinas e transferir parte das atividades relacionadas à manutenção e gestão dos equipamentos para a locadora.
“Com a locação de equipamentos, o cliente não precisa ter gastos para adquirir novos equipamentos e nem a manutenção deles, pois a locadora disponibiliza com agilidade os produtos atualizados, com eficiência operacional e de acordo com cada demanda do cliente”, explicava Sergio Kariya, então presidente da Mills Solaris.
O modelo pode ser particularmente relevante em obras nas quais a necessidade de determinados equipamentos varia de acordo com a etapa do projeto.
Plataformas elevatórias ampliam acesso para trabalho em altura
As plataformas elevatórias estão entre os equipamentos utilizados para permitir que profissionais executem atividades em altura em diferentes tipos de empreendimento.
Na construção e na infraestrutura, esses equipamentos podem atender etapas específicas de montagem, instalação, manutenção e execução de serviços em pontos elevados.
A locação permite que as empresas selecionem equipamentos de acordo com características como altura de trabalho, capacidade, alcance e condições do terreno, sem necessariamente manter uma frota própria para todas as aplicações.
Mills ampliou atuação para além da construção civil
A partir de 2017, em um período marcado pela retração da construção civil brasileira, a Mills Solaris passou a diversificar os mercados atendidos por sua operação de locação.
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A estratégia levou os equipamentos da companhia para setores como varejo, indústria farmacêutica, logística, governo e diferentes segmentos industriais.
A diversificação buscava reduzir a dependência do ciclo da construção e ampliar a utilização da frota em diferentes atividades econômicas.
A locação de plataformas elevatórias e outros equipamentos passou, então, a representar uma parcela relevante das atividades da companhia.
Equipamentos foram utilizados nas obras do BRT de Salvador
Entre os projetos de infraestrutura atendidos pela Mills Solaris estava o Trecho 1 do BRT de Salvador.
A construção apresentava desafios relacionados à execução de pilares, viadutos e elevados em uma área urbana com circulação de veículos e pedestres.
A necessidade de realizar intervenções mantendo parte da dinâmica da cidade aumentava a complexidade logística e operacional das obras.
Equipamentos para acesso e trabalho em altura integravam as soluções utilizadas durante diferentes etapas do empreendimento.
Linha 17-Ouro também utilizou equipamentos da companhia
Outro projeto citado pela Mills Solaris era a construção da Linha 17-Ouro do monotrilho de São Paulo.
A implantação do sistema envolvia grandes estruturas pré-moldadas e operações realizadas em importantes corredores viários da capital paulista.
Segundo informações divulgadas pela companhia naquele período, equipamentos de sua operação de locação foram empregados durante a execução das obras.
O projeto exemplificava uma característica importante do mercado rental: fornecer máquinas para necessidades específicas de grandes obras sem que as construtoras precisem adquirir permanentemente todos os equipamentos utilizados durante a execução.
Locação pode reduzir ociosidade de equipamentos
Uma das questões enfrentadas por empresas que mantêm grandes frotas próprias é a utilização dos ativos depois da conclusão de determinado projeto.
Uma máquina adquirida para atender uma etapa específica pode permanecer ociosa quando aquela atividade termina.
A locação cria uma alternativa para adequar a disponibilidade dos equipamentos ao cronograma das obras.
Para as locadoras, por outro lado, o desafio está em administrar uma frota capaz de atender diferentes clientes, regiões e aplicações, mantendo disponibilidade, manutenção e condições adequadas de operação.
Rental acompanha transformação da gestão de equipamentos
A expansão do mercado de locação representa uma mudança na maneira como construtoras e empresas de infraestrutura podem administrar máquinas e equipamentos.
Em vez de concentrar recursos exclusivamente na propriedade dos ativos, o modelo permite contratar equipamentos conforme a necessidade de cada projeto.
A experiência da Mills Solaris durante aquele período mostrava como essa estratégia começava a ultrapassar os limites da construção civil e chegar a diferentes segmentos da economia.
Em grandes obras, o avanço do rental também ampliou o papel das empresas especializadas na cadeia da construção, que passaram a oferecer não apenas equipamentos, mas soluções relacionadas à disponibilidade, manutenção e gestão dos ativos utilizados nos projetos.




