O projeto básico e executivo do sistema de amortecimento de águas pluviais, localizado em área industrial de Esteio (RS), envolveu a proposição pelas empresas RGS Engenharia e Sintra de alternativas para compensar a impermeabilização do solo.
Assim, foram elaborados ensaios, conferência dos levantamentos topográficos, determinação das dimensões e métodos construtivos do sistema de amortecimento e definição das bombas necessárias para a operação das instalações.
Diversos estudos foram realizados para determinar o melhor ponto de instalação do reservatório de amortecimento e a metodologia mais apropriada de construção.
COMO FOI EXECUTADO O PROJETO
O sistema escolhido foi o de implantar tubos de PVC, da empresa Acque Engenharia. Tal metodologia foi escolhida levando em consideração o prazo de execução e a quantidade de resíduo gerado, e ainda pelo fato de o sistema poder trabalhar em contato com o lençol freático e pela resistência a trânsito de veículos sobre o sistema.
O reservatório foi formado por sete linhas de tubos de diâmetro DN2500, com comprimento de 88 metros lineares. Levando em consideração que o tubo DN2500 possui uma área de 4,909 m², pode-se chegar ao montante de reservação da ordem de 3.023,94 m³.
O sistema possui ainda caixas de alvenaria que efetuam a conexão entre os tubos, que devem ser contabilizados no volume de armazenamento. O poço possui a dimensão de 24 m x 3 m x 2,5 m (comprimento x largura x profundidade), o que resulta em um volume de armazenamento de 360,00 m³.
Somando os volumes e adotando uma margem de utilização de 90%, chega-se a um volume total de 3.045 m³ de reservação.
Com base no cadastro das redes pluviais, foram identificadas as bacias de contribuição (ou de drenagem) para os três principais trechos de escoamento da área em estudo: Bacia do Arroio Esteio, Bacia do Arroio Sapucaia Leste e Bacia do Arroio Sapucaia Oeste.
Os estudos de diagnóstico das redes de drenagem pluvial definiram a abrangência das bacias de contribuição e o sentido de escoamento das redes existentes. Com a nova rede de contorno da fábrica, todo o volume captado passou a ser encaminhado para um reservatório na direção do Arroio Sapucaia. Cada uma destas bacias foi discretizada (cálculo de variável) de acordo com sua configuração de traçado e sentido de escoamento, sendo quantificadas todas suas subdivisões visando a verificação hidráulica de cada trecho.
Percebeu-se que a construção de reservatórios ao nível do solo, através de escavações, exigia a implementação de sistemas de bombeamento, que deveriam ser posicionadas no ponto mais baixo da rede pluvial, considerando-se as duas bacias de contribuição: Arroio Esteio ao norte e Arroio Sapucaia ao sul.
Através desta modelagem, constatou-se a necessidade de implantar uma casa de bomba com capacidade de 600 l/s.
Ao inserir os dados de chuva que impactam a bacia estudada e as dimensões do reservatório proposto, pode-se perceber que a vazão de entrada obteve redução satisfatória.





