Sinalização viária: tecnologia em faixas de pedestres é associada a queda de acidentes em Porto Alegre

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Case apresentado em simpósio técnico mostrou aplicação de plástico a frio em mais de 1,2 mil faixas de segurança e destacou a importância dos materiais na segurança viária.

A utilização de novos materiais para sinalização viária horizontal foi um dos principais temas do 13º Simpósio sobre Materiais e Tecnologias para Sinalização Horizontal, realizado em Mogi das Cruzes (SP).

O encontro reuniu mais de 150 especialistas de diferentes regiões do Brasil para discutir pavimentação, sinalização horizontal e vertical, materiais e tecnologias destinadas à segurança no trânsito.

Entre os casos apresentados estava o de Porto Alegre (RS), onde uma tecnologia de plástico a frio havia sido aplicada em mais de 1,2 mil faixas de segurança.

Segundo os dados apresentados pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) durante o evento, intervenções realizadas nas travessias de pedestres foram associadas a uma redução superior a 11% nos índices de acidentes com vítimas fatais na capital gaúcha.

Porto Alegre aplicou tecnologia em mais de 1,2 mil faixas de pedestres

O case foi apresentado por Jorge Antônio Brino Júnior, então gerente de Mobiliário e Sinalização Viária da EPTC.

Segundo as informações divulgadas no simpósio, Porto Alegre havia utilizado a tecnologia de plástico a frio em aproximadamente 1.280 faixas de segurança zebrada e 919 faixas de retenção.

A solução apresentada utilizava o sistema Megaline Estrutura.

Os dados divulgados pela EPTC no evento relacionavam as intervenções a uma redução superior a 11% nos acidentes com vítimas fatais.

Como o material apresentado não detalha período de comparação, metodologia ou outras intervenções de segurança realizadas simultaneamente, o indicador deve ser interpretado como um resultado apresentado pela EPTC naquele contexto, e não como comprovação isolada de causalidade entre o material utilizado e a redução dos acidentes.

Corredores de ônibus receberam sinalização vermelha

Outro projeto apresentado pela EPTC envolvia a utilização da tinta Megalan, um produto monocomponente à base de metilmetacrilato, na cor vermelha, para sinalização dos corredores de ônibus de Porto Alegre.

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Naquele período, a cidade possuía 367 linhas de ônibus, responsáveis por aproximadamente 23,7 mil viagens e pelo atendimento de cerca de um milhão de passageiros por dia, segundo os números apresentados no evento.

O elevado volume de circulação exigia materiais capazes de suportar abrasão, tráfego intenso e as variações climáticas registradas ao longo do ano.

O case colocou em discussão um dos principais desafios da sinalização horizontal: conciliar visibilidade, aderência, durabilidade e resistência às condições de uso da via.

O que é sinalização horizontal com plástico a frio?

O plástico a frio é uma tecnologia utilizada para demarcações viárias diretamente sobre o pavimento.

Durante o simpósio, Áurea Rangel, então diretora-executiva da Hot Line, destacou a utilização desse tipo de material em mercados internacionais e sua aplicação em pavimentos asfálticos e de concreto.

Segundo a executiva, a tecnologia já estava disponível comercialmente no Brasil e a empresa havia fornecido aproximadamente 500 mil kg do produto para projetos no Brasil, em outros países da América do Sul e na África.

A escolha do material de sinalização precisa considerar características da via como volume e tipo de tráfego, condições do pavimento, exposição climática e necessidade de manutenção.

Qualidade da sinalização influencia a segurança viária

A sinalização horizontal desempenha uma função importante na organização da circulação de veículos, ciclistas e pedestres.

Faixas de travessia, linhas de retenção, separação de fluxos, delimitação de pistas e corredores exclusivos precisam permanecer visíveis e apresentar desempenho adequado mesmo quando submetidos ao tráfego contínuo.

Durante o encontro, Áurea Rangel defendeu que a escolha dos materiais utilizados pelas administrações públicas deveria considerar critérios técnicos, laudos de desempenho e benefícios ao longo da vida útil.

A discussão buscava ampliar a percepção da sinalização para além do atendimento às exigências do Código de Trânsito Brasileiro, considerando-a também como componente da infraestrutura de segurança das cidades.

Pavimento também interfere no desempenho da sinalização

O evento abordou ainda a relação entre pavimentação e sinalização viária.

O desempenho das demarcações horizontais depende não apenas da tinta ou do material aplicado, mas também das condições da superfície que receberá a sinalização.

Por isso, questões relacionadas à preparação do pavimento, aderência, aplicação e condições ambientais fazem parte do planejamento da sinalização.

Também foram discutidas tecnologias para placas e películas refletivas utilizadas na sinalização vertical.

Simpósio reuniu mais de 150 especialistas

Realizado em Mogi das Cruzes, o 13º Simpósio sobre Materiais e Tecnologias para Sinalização Horizontal reuniu mais de 150 profissionais.

O encontro foi organizado pela Hot Line em conjunto com parceiros como 3M, Evonik e Ipiranga Asfaltos.

Entre os participantes estava o professor Antônio Clóvis “Coca” Pinto Ferraz, da Universidade de São Paulo (USP), que abordou diferentes aspectos relacionados ao trânsito nos grandes centros urbanos.

O evento contou ainda com palestras sobre pavimentação urbana, placas, películas refletivas e tendências tecnológicas para sinalização.

A programação teve apoio institucional da Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati), Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e Prefeitura de Mogi das Cruzes.

Mais do que registrar um encontro do setor, os cases apresentados evidenciaram a evolução dos materiais e tecnologias utilizados na sinalização viária e a crescente preocupação com desempenho, durabilidade e segurança nas ruas e rodovias brasileiras.


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